Ontem e hoje
Escrito por c chaplin em Agosto 23, 2006
Pesquisando sobre um programa de entrevista, acabei achando uma matéria interessante sobre Madonna. Mesmo o texto sendo datado de 1990, muito do que é tratado hoje como algo moderno, já era praticado pela artista (“ataque multimídia”, é o que diz o texto). Em certo momento, há o seguinte trecho: “É impossível prever se a fórmula vai continuar a dar certo nos anos 90”. 16 anos depois, sabemos o que aconteceu.
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No vídeo, Madonna e Anthony Kiedis (RHCP), cantando no tal programa pesquisado (Arsenio Hall Show) a música “The Lady is a Tramp”.
A palavra
Texto curioso de Ferreira Gullar, publicado na Folha de S. Paulo (acesso apenas para assinantes). O escritor, que participou do festival literário de Parati nesse ano, ao lado do escritor palestino Mourid Barghouti, relata a posição dos dois diante da pergunta: a palavra ajuda a resolver os conflitos ou a aguçá-los? Barghouti afirmou que, na maioria das vezes, ela serve para confundir as pessoas e deu como exemplo o que ocorre com a guerra entre Israel e os palestinos, quando muitas vezes se inverte o sentido das palavras, chamando de terrorismo o que é resistência ao invasor e de represália o que seria de fato o massacre de inocentes.
Gullar escreve que, por outro lado, as palavras às vezes servem para confundir as pessoas, mas servem também para esclarecer as questões - do contrário, viveríamos numa Babel. Elas são apenas um meio, o que importa é a disposição das pessoas, que sempre querem ter razão, sem considerar as razões do outro.
Para ele, isso não dá certo nem no casamento. Você insiste em que está com a razão, briga e depois vai para o quarto, cheio de razão, mas sozinho, triste. Então, de que serve ter razão? De minha parte -disse eu- desisto, não quero ter razão, quero ser feliz.
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Na música, me veio à mente duas bandas britânicas versando sobre o tema. O Depeche Mode, com “Enjoy the Silence” (“Words like violence / Break the silence / Come crashing in / Into my little world”) E o Starsailor, com “Silence is easy” (“Silence is easy, it just becomes me / you don’t even know me, all lie about me).
