Luciano Huck, um típico brasileiro
Eis um belo desafio para Sérgio Buarque de Holanda: traça o perfil do votante de Lula. Poderia até usar o próprio filho para esse intento.
Como todo sertanejo, além de votar no Lula, é um pitaqueiro, eis o meu palpite. Evidentemente, há todo tipo de gente que vota em Lula. Aliás, parto para um desafio maior. Quem é, afinal, o brasileiro?
O brasileiro típico seria… Luciano Huck. Ao ser contratado pela Globo, comentou deslumbrado que iria fazer uma tatuagem com o símbolo da empresa. Nada mais brasileiro que o ato de se subjugar ao poder estabelecido. Acredito até que o termo status quo deve ter sido criado por essas bandas.
Luciano Huck também nos brinda com outra demonstração de brasilidade, o “sabe com quem está falando?”. Recentemente, ao entrar num restaurante que não permitia andar de sandália, ele se mostrou indignado. Como justificativa, afirmou que “há certas sandálias que são mais caras que sapatos”.
E, claro, se casou com uma loira, outra obsessão nacional. Para mostrar que é mesmo brasileiro, tascou no filho o nome de Joaquim.
Acima de tudo, esse ser é um brasileiro nato pelo fato como lida com os argumentos. O que nos leva ao começo do texto, quem seria a pessoa que vota em Lula.
Ao participar de uma mesa redonda no SporTV, após a desclassificação do Brasil na última copa, Huck demonstrou que era fã de Parreira e de Felipão. Esse último seria, para Huck, o mais indicado para ocupar o comando da seleção. Em seguida, um jornalista desfiou vários argumentos para não escolher Felipão, como o fato dele usar subterfúgios para ganhar, como jogar a torcida contra o árbitro, pedir para os gandulas esconderem as bolas e por aí vai. Diante de tantos argumentos, ele comentou novamente, entusiamado: “Pois eu sou um grande fã do Felipão.” Troque Felipão por Lula nessa história e terá um simulacro de como é conversar com um votante do homem que não estava lá.
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“Quando a gente não pode fazer nada, a gente avacalha. Avacalha e se esculhamba!”. (frase do filme “O bandido da luz vermelha”, de 1968).
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“A turma radical chique deve ser eleitoralmente pouco significativa, mas ela nos lembra que, numa sociedade narcisista, a escolha do candidato é também uma questão de imagem. De imagem, quero dizer, do eleitor: alguns decidem seu voto como escolhem sua roupa”. (Contardo Caligaris)
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“Guilty Pleasures”, de Barbra Streisand. Nunca uma obra teve um nome tão certeiro.
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Procurei a beça, mas parece-me que a Piauí ainda não chegou por aqui. Pior é ser olhado com estranhamento por donos de banca, uma categoria que não consome o próprio produto que vende.
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Diante das bobagens e das frases erradas ditas nessa campanha, Lula precisa urgentemente aderir ao programa Bolsa Escola.
2 comments Outubro 15, 2006








