Archive for Fevereiro, 2007

Palco e platéia

Na música, disco ao vivo da PJ Harvey, álbum que reúne dois notórios ex de suas bandas, Isobel Campbell (Belle e Sebastian) e Mark Lanegan (Screaming Trees), e lançamentos de Magic Numbers, Fall Out Boy, Deftones, Damien Rice, Norah Jones, Shins etc. / Os novos salvadores do rock são: Klaxons, Cold War Kids, Gossip (esse é bem bom), The View, Joana Newsom, Amy Winehouse etc. / Faixas antigas redescobertas: “Pretty in Pink”, do Psychedelic Furs e “Calling You”, de Jevetta Steele, da trilha de Bagdá Café. / Ah, o novo termo da moda é “new rave”. Abrange artistas como o já citado Klaxons, Datarock, Hot Chip, To My Boy e até os brasileiros Bonde do Role (fraco demais) e Cansei de Ser Sexy. / O novo projeto de Damon Alban é o grupo “Good The Bad And The Queen”. Esse não tem desenho, mas sim lenda da música, como um ex-The Clash. / A faixa vazada do momento é “Survivalism”, do Nine Inch Nails. E o novo disco do Arcade Fire, é claro. / Há também vários retornos: Police, Rage Against the Machine, Smashing Pumpkins e Spice Girls (não confirmado). Belos singles: “Rootless Tree”, Damien Rice; “Grace Kelly”, Mika; “Over and Over”, Hot Chip; “Fidelity”, Regina Spektor; “The Prayer”, Bloc Party; “Fa-fa-fa”, Datarock; “Golden Skans”, Klaxons; “The Sweet Escape”, Gwen Stefani; “LDN”, Lily Allen; “Kick, Push”, Lupe Fiasco; “Fraud in the 80’s”, Mates of State etc. / E o Montage, maior expoente no cenário independente de Fortaleza – aliás, nem estava mais por aqui – parece ter chegado a seu fim (pelo menos como o conhecemos). Com direito a carta publica na Rolling Stone brasileira desse mês.
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No cinema, boas pedidas, como “Borat”. Aliás, esse merecia um texto exclusivo. Já “Filhos da Esperança” não merecia menção alguma.


Add comment Fevereiro 24, 2007

Palco e platéia 2

Na TV, retomo o velho hábito de dar uma espiadinha (aliás, quantos apelidos! Siri, Alemão, Justin, Negão, Cowboy, Cobra etc.). Como bem disse uma lá, já identificada como ex-BBB por já ter sido colocada para fora da casa, “as pessoas se dividem em duas categorias, palco e platéia”. No que ela concluiu: “e eu sou palco”. Foi posta para fora pouco depois, deixando para trás sua condição de palco. / Melhor mesmo foi acompanhar as maratonas do maravilhoso seriado “Coupling”, no Eurochannel. E o Telecine Cult, com várias boas pedidas.
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“Charles, acontece tudo isso e você fica tanto tempo sem escrever nada?” Redimi-me um pouco? Até porque o ano só começa agora no Brasil, apesar de já ter sido inaugurado faz tempo em outros lugares. Por aqui, o Governo Federal inicia seus trabalhos sem seu ministério completo. Ficou para não sei quando. E isso porque a maioria do país optou por deixar o homem trabalhar. Já vamos entrando no terceiro mês do novo mandato…


1 comment Fevereiro 24, 2007

O melhor da propaganda

No YouTube, como todos sabem, pode-se encontrar de tudo. Recentemente, dois vídeos me chamaram atenção. Um, do Greenpeace, se destaca pela qualidade (acima). O outro é citado aqui por outros motivos. Trata-se do “Dollynho” (clique aqui). Quem seria capaz de criar tal personagem? Pior, quem foi que aprovou?


Add comment Fevereiro 24, 2007

O fim do CD

escrevi antes, mas volto ao tema. Na lista de destaques de fim de ano da revista americana Spin, aparece como a morte do período o fim do CD. Antes, a revista nacional Bizz também decretava a revolução MP3. Eu não acredito na extinção completa, mas em algo como o que aconteceu com o vinil, virar um produto para colecionadores. Ou pode-se também mudar por completo a forma de se consumir e produzir música, com mais variantes do que músicas, singles e álbuns.

O que me chama atenção nessas análises não é tanto o veredito final, mas os argumentos utilizados. Ora, dizer que o CD vai acabar porque simplesmente virou velho é uma bobagem. Dizer que as pessoas estão consumindo música mais pelo meio virtual é outro argumento furado. Sempre existiram inúmeras formas de consumir música. Das “legais” (houve um tempo que o mesmo disco era lançado em vinil, fita cassete e CD) às alternativas (gravar fitas).

O que conta bastante nisso tudo é que a indústria fonográfica carregou nas tintas. Poucas atividades são tão mal-vistas pelos consumidores quanto as grandes corporações musicais. Já nos anos 80, havia uma campanha dizendo que “gravar fitas caseiras iria acabar com a música”. A mesma truculência reapareceu quando se passou a trocar músicas pela internet. Aliás, a forma como a indústria tratava seus contratados passava, e muito, do que seria correto. Protestos como o de George Michael e de Prince, que entraram em rota de colisão com suas gravadoras, não eram mais comuns pela inércia da maioria dos artistas. O grupo Nenhum de Nós, por exemplo, chegou a renovar com a mesma gravadora, mesmo ela tendo usurpado direitos de músicas de seu álbum de estréia.

Na era pontocom, os artistas também se portaram de forma arrogante. Postura de artistas como Metallica, Dr. Dre, Creed, Madonna e outros, de falar mal ou até querer processar quem baixava músicas pela internet, foi um tiro no pé. Criou um sentimento de que revanche.

O mais correto seria aumentar as vantagens de se ter um CD. Há muitos que tem uma capa capenga. Abandonar o CD é também uma forma idiota do ponto de vista comercial. É abandonar o valor agregado de um produto. É muito mais vantajoso investir nos derivados da castanha do que exportar o produto em estado bruto. Agora, muitos não notarão distinção nenhuma entre puxar música legal ou ilegal, já que não há a menor diferença no conteúdo.

E, na ânsia de manter o mesmo faturamento, o preço dos discos foi aos ares. Antes, se comprava um lançamento por R$ 17,00. Hoje o preço médio é o dobro disso. Ou seja, mais uma forma de se afugentar os consumidores. Em alguns casos, se adicionou ao CD, DVDs. Depois, as gravadoras investiram num número exacerbado de reciclagem de sucessos: coletâneas, discos ao vivo, acústicos… Isso tudo também matou um dos alicerces de se consumir CDs: acompanhar a carreira de um artista, esperar pelo próximo lançamento e por aí vai.

Costuma-se dizer também que muitas lojas especializadas estão fechando. Ora, mas pode-se comprar discos pela internet, de forma mais prática e geralmente mais barata. Além de ser possível encontrar inúmeras coisas que dificilmente se encontra em lojas.

Enfim, o disco físico está acabando mais pelos erros dos outros do que por seus próprios defeitos.

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A realidade é mais complexa do que a necessidade dos jornalistas de simplificar as coisas. No ano passado, segundo um levantamento feito pela Nielsen SoundScan, 588,2 milhões de álbuns foram vendidos, o que significa uma queda de 4,9% em relação ao ano anterior. Realmente, indica uma tendência, já que em 2005 também houve queda, mas pelo que avaliam por aí o CD já era para ser coisa do passado. Também se diz que a nova geração só consome música via MP3. Sabe qual foi disco do ano passado nos EUA? A trilha sonora do filme “High School Musical”, uma obra para adolescentes. Exemplo isolado? Na Inglaterra, também no ano passado, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, disco do grupo Arctic Monkeys, que tem seu sucesso creditado à divulgação na internet, tornou-se o álbum que mais vendeu na primeira semana em toda a história da parada inglesa.


1 comment Fevereiro 6, 2007

10 anos


10 anos sem “o” Chico da minha geração.
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Leia o especial publicado sobre ele no Jornal do Commercio (PE). Eis o link: http://jc.uol.com.br/jornal/especial.php?canal=289&dth=


Add comment Fevereiro 2, 2007


10 anos sem “o” Chico da minha geração.
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Leia o especial publicado sobre ele no Jornal do Commercio (PE). Eis o link: http://jc.uol.com.br/jornal/especial.php?canal=289&dth=


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