Archive for Abril, 2007

Aysso

Recentemente, Martha Medeiros escreveu um texto intitulado “O violinista no metrô”. Ela relatou um caso ocorrido em janeiro. O jornal “The Washington Post” convidou um dos maiores violinistas do mundo, Joshua Bell, para tocar numa estação de metrô da capital americana a fim de testar a reação dos transeuntes. Desafio aceito, lá foi Bell, de jeans e camiseta, às oito da manhã, o horário mais movimentado da estação, para tocar no seu Stradivarius de 1713 (avaliado em mais de US$ 3 milhões) melodias de Bach e Schubert.

Passaram por ele 1.097 pessoas. Sete pararam alguns minutos para ouvi-lo. Vinte e sete largaram algumas moedas. E uma única mulher o reconheceu, porque havia estado em um de seus concertos, cujo valor médio do ingresso é US$ 100.

Para ela, “Só é possível valorizar aquilo que foi estudado e percebido em sua grandeza. [...] Se não conheço o significado que teve uma muralha para a defesa dos grandes impérios, ela vira apenas um muro passível de pichação. [...] Podemos viver muito bem sem cultura, mas a vida perde em encantamento”.

Ela segue em frente e fala sobre algo que deveríamos atentar: “[...] demonstra também que temos sido treinados para gostar do que todo mundo conhece. Se uma atriz é muito comentada, se uma peça é muito badalada, se uma música é muito tocada no rádio, estabelece-se que elas são um sucesso e ninguém questiona. São consumidas mais pela insistência do que pela competência, enquanto competentes sem holofotes passam despercebidos”.

Essas palavras fizeram mais sentido para mim ao assistir o show de Chico Buarque, na semana passada, em Fortaleza. Platéia ganha, não importa o que o artista fizesse no palco. Não me entenda mal, gostei da apresentação, mas acredito que ela não foi maravilhosa, irretocável ou inesquecível como fãs e jornalistas fizeram entender. Fã eu até entendo (de qualquer forma, discernimento não faria mal), mas jornalista deveria saber que gosto é diferente de senso crítico.

Acima de tudo: algumas das músicas do errático último disco de Chico Buarque, “Carioca”, seriam tão incensadas se não fossem dele? Ou será que já temos predisposição para gostar de certos artistas, somos mais complacentes com alguns nomes? O mesmo vale para Caetano Veloso, que por sinal também esteve por aqui nesses dias. Exemplo. “Sozinho”, do compositor Peninha, é brega. Mas basta o artista baiano gravá-la e ela ganha um novo patamar de qualidade. Ou o grupo Los Hermanos, que tem algumas músicas fracas, mas sempre seus álbuns são consumidos como produtos coesos e de grande qualidade.

Evidentemente, a obra ajuda, e algumas coisas são mais valorizadas quando se vê o todo. Ademais, há de se colocar nessa equação o contexto, sempre muito importante em relação a qualquer avaliação artística.

Mas, porque tanta subserviência? Por que ser tão acrítico? Exemplo: Chico fez inúmeras músicas nos anos 1970 políticas, contra a ditadura. Sobre os desmandos do PT, nada.

“Gostaria muito de ter circulado pela estação em que tocava Joshua Bell. Não por admirá-lo: pra ser franca, nunca ouvi falar desse cara. O que eu queria era testar minha capacidade de ficar extasiada sem estímulo prévio. Descobrir se ainda consigo destacar o raro sem que ninguém o anuncie”, finaliza ela. Reflita.

***

Platéia estranha essa do Chico – aliás, todos falam dele com intimidade, nada de mencionar o sobrenome -. A maioria das pessoas vestida como se estive num casamento. Das mais antigas, não entro no mérito. O pior foi ver gente mais nova com o mesmo tipo de indumentária. Não que eu estivesse esperando algo estilo Chorão, do Charlie Brown Jr. No final das contas, ficou tudo muito mais estranho quando Chico Buarque entrou no palco, com uma roupa bem mais despojada do que se via na platéia.

***

Certa vez, o grupo Pearl Jam entrou com uma ação contra a TicketMaster, empresa americana que vende ingressos de inúmeros shows. A acusação? Monopólio e ingressos muito caros, com várias taxas e tal embutidas no preço final. Eddie Vedder, vocalista do grupo, chegou a dizer que não queria tocar apenas para fãs que pudessem pagar mais de 30 dólares por um show. Queria um público mais heterogênio. Foi difícil não pensar nisso quando olhei para a platéia de Chico Buarque em Fortaleza.

[Aysso, palavra em tupi-guarani que significa elegante, formoso ou bem-feito]

´Cem Anos de Solidão´ faz 40 anos

Da coluna do Artur Xexeo (O Globo)

O e-mail chegou com a expressão “comunicado importante” no espaço destinado ao assunto.
Como jornalista atento, abri imediatamente a mensagem. Quem sabe não estaria ali a notícia de primeira página de amanhã? Para vocês não pensarem que eu implico com as assessorias das neocelebridades, reproduzo aqui o “comunicado importante”: “A modelo Ticiane Pinheiro, que esteve confinada durante 40 dias gravando o programa ‘Mudando de vida’, que será exibido no segundo semestre pela Rede Record, já está de volta e pronta para atender às pautas editoriais. Caso você tenha interesse em entrevistá-la e fotografá-la, estamos à inteira disposição para agendamentos.
Aguardamos o seu retorno!!!”. Quantos pontos de exclamação!!! Meu Deus, será que alguém retornou??? E quem é mesmo Ticiane Pinheiro?

A Wikipedia do planeta Bizarro

Conhece a Desciclopédia? Nela, ao contrário da sua versão séria, não há limites nem regras. Mentiras grotescas, sátiras e brincadeiras, principalmente as de mau gosto, são sempre bem-vindas. Criada há dois anos pelo americano Jonathan Huang, essa enciclopédia on-line só tem uma pretensão: divertir seus usuários.

A versão brasileira da Desciclopédia traz verbetes absurdos sobre cantores, atrizes, jogadores de futebol e políticos. Muitos famosos, outros nem tão conhecidos e alguns simplesmente esquecidos, todos têm vez na paródia da Wikipédia. No verbete emo, por exemplo, aprendemos que se trata da sigla de “emotional hardcore”. “Emo também é ome ao contrário. Segundo muitos especialistas, a palavra emo deveria se escrever hemo, por ser abreviaçao de hemorróida.”

Dick in a box?


4 comments Abril 30, 2007

Aysso

Recentemente, Martha Medeiros escreveu um texto intitulado “O violinista no metrô”. Ela relatou um caso ocorrido em janeiro. O jornal “The Washington Post” convidou um dos maiores violinistas do mundo, Joshua Bell, para tocar numa estação de metrô da capital americana a fim de testar a reação dos transeuntes. Desafio aceito, lá foi Bell, de jeans e camiseta, às oito da manhã, o horário mais movimentado da estação, para tocar no seu Stradivarius de 1713 (avaliado em mais de US$ 3 milhões) melodias de Bach e Schubert.

Passaram por ele 1.097 pessoas. Sete pararam alguns minutos para ouvi-lo. Vinte e sete largaram algumas moedas. E uma única mulher o reconheceu, porque havia estado em um de seus concertos, cujo valor médio do ingresso é US$ 100.

Para ela, “Só é possível valorizar aquilo que foi estudado e percebido em sua grandeza. [...] Se não conheço o significado que teve uma muralha para a defesa dos grandes impérios, ela vira apenas um muro passível de pichação. [...] Podemos viver muito bem sem cultura, mas a vida perde em encantamento”.

Ela segue em frente e fala sobre algo que deveríamos atentar: “[...] demonstra também que temos sido treinados para gostar do que todo mundo conhece. Se uma atriz é muito comentada, se uma peça é muito badalada, se uma música é muito tocada no rádio, estabelece-se que elas são um sucesso e ninguém questiona. São consumidas mais pela insistência do que pela competência, enquanto competentes sem holofotes passam despercebidos”.

Essas palavras fizeram mais sentido para mim ao assistir o show de Chico Buarque, na semana passada, em Fortaleza. Platéia ganha, não importa o que o artista fizesse no palco. Não me entenda mal, gostei da apresentação, mas acredito que ela não foi maravilhosa, irretocável ou inesquecível como fãs e jornalistas fizeram entender. Fã eu até entendo (de qualquer forma, discernimento não faria mal), mas jornalista deveria saber que gosto é diferente de senso crítico.

Acima de tudo: algumas das músicas do errático último disco de Chico Buarque, “Carioca”, seriam tão incensadas se não fossem dele? Ou será que já temos predisposição para gostar de certos artistas, somos mais complacentes com alguns nomes? O mesmo vale para Caetano Veloso, que por sinal também esteve por aqui nesses dias. Exemplo. “Sozinho”, do compositor Peninha, é brega. Mas basta o artista baiano gravá-la e ela ganha um novo patamar de qualidade. Ou o grupo Los Hermanos, que tem algumas músicas fracas, mas sempre seus álbuns são consumidos como produtos coesos e de grande qualidade.

Evidentemente, a obra ajuda, e algumas coisas são mais valorizadas quando se vê o todo. Ademais, há de se colocar nessa equação o contexto, sempre muito importante em relação a qualquer avaliação artística.

Mas, porque tanta subserviência? Por que ser tão acrítico? Exemplo: Chico fez inúmeras músicas nos anos 1970 políticas, contra a ditadura. Sobre os desmandos do PT, nada.

“Gostaria muito de ter circulado pela estação em que tocava Joshua Bell. Não por admirá-lo: pra ser franca, nunca ouvi falar desse cara. O que eu queria era testar minha capacidade de ficar extasiada sem estímulo prévio. Descobrir se ainda consigo destacar o raro sem que ninguém o anuncie”, finaliza ela. Reflita.

***

Platéia estranha essa do Chico – aliás, todos falam dele com intimidade, nada de mencionar o sobrenome -. A maioria das pessoas vestida como se estive num casamento. Das mais antigas, não entro no mérito. O pior foi ver gente mais nova com o mesmo tipo de indumentária. Não que eu estivesse esperando algo estilo Chorão, do Charlie Brown Jr. No final das contas, ficou tudo muito mais estranho quando Chico Buarque entrou no palco, com uma roupa bem mais despojada do que se via na platéia.

***

Certa vez, o grupo Pearl Jam entrou com uma ação contra a TicketMaster, empresa americana que vende ingressos de inúmeros shows. A acusação? Monopólio e ingressos muito caros, com várias taxas e tal embutidas no preço final. Eddie Vedder, vocalista do grupo, chegou a dizer que não queria tocar apenas para fãs que pudessem pagar mais de 30 dólares por um show. Queria um público mais heterogênio. Foi difícil não pensar nisso quando olhei para a platéia de Chico Buarque em Fortaleza.

[Aysso, palavra em tupi-guarani que significa elegante, formoso ou bem-feito]


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MUNDO LIVRE FAZ CANÇÃO SOBRE CASO VIRGINIA TECH

O grupo pernambucano Mundo Livre S/A compôs uma música sobre o episódio em que sul-coreano Cho Seung-hui matou 32 pessoas na universidade Virginia Tech, nos EUA, e depois se suicidou. A canção chama “Cho Seung-Hui Song” e, segundo o vocalista Fred 04, “é uma espécie de valsa maluca”. A música poderá ser ouvida a partir de hoje no site da gravadora da banda, www.monstrodiscos.com.br.


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FEINHA E BREGA

Diabéisso?
A idéia da Federação Cearense de Futebol (FCF) era inovar na elaboração da taça do campeão cearense de 2007. Mas o exagero foi total. O troféu Fares Lopes, que será entregue a Fortaleza ou Icasa, tem direito a foto do ex-presidente e de uma placa de publicidade. A bola, símbolo do futebol, ficou embaixo, esquecida pelo autor da peça

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music with a smile

“Time Won’t Let Me Go”, nova música do Bravery em versão ao vivo. Sinaliza uma sonoridade bem distinta ao do primeiro álbum.


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Notícias do mundo pop


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Sempre

Recentemente, Contardo Caligaris escreveu sobre o atentado o atirador de Virginia Tech. Um trecho me marcou (citarei abaixo). Chamou-me atenção por mencionar algo que julgo de extrema importância, agir corretamente mesmo em momentos complicados. Como sempre digo, a grandeza muitas vezes surge na adversidade.

Muitas pessoas dizem que são honestas. Serão realmente honestas ou nunca tiveram oportunidade de roubar? Princípios, muitas vezes, só são válidos quando incomodam. Ademais, é mais fácil alardear certos temas, levantar certas bandeiras, do que de fato colocá-las em prática. Como, por exemplo, a liberdade de expressão. Todos são a favor, claro. Mas muitas vezes se portam como pequenos censores, dizendo que algumas coisas deveriam ser cerceadas (geralmente o que destoa de suas crenças).

Enfim, eis o trecho do artigo. Abaixo, uma música que segue a mesma toada. Envelhecer ao estilo “Edukators”? Nem pensar.

“Mais importante: naquela manhã fria, um professor, Liviu Librescu, 76 anos, judeu de origem romena, sobrevivente do genocídio, não hesitou em dar a vida para impedir que o assassino entrasse na sala de aula. Com isso, ele permitiu que vários estudantes se salvassem. Somos fascinados pelas “razões” que levam alguém a cometer um horror. Por exemplo, há estantes de livros tentando entender por que alemães comuns se tornaram, durante o nazismo, assassinos. Seríamos justos com nossa espécie se, às vezes, colocássemos a pergunta inversa: como é possível que, no horror, quase sempre haja alguém que faz a coisa certa?”

Bola De Meia, Bola De Gude
(Milton Nascimento/Fernando Brant)

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão
Há um passado
No meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, caráter,
Bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia
Bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem prá me dar a mão


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Bert

THIAGO NEY

Engenheiro elétrico, passou 20 anos sem falar com o filho; ao morrer, seu último gesto foi uma piscada de olho

BERT NÃO foi um herói. Nunca quis ser um, nada tentou fazer para sê-lo. Em sua vida comum, ordinária, não protagonizou episódios que estimulassem uma biografia apimentada. Pelo menos não diretamente.
Engenheiro elétrico, Bert passou a vida trabalhando no mesmo galpão de fábrica, até se aposentar.
Veterano de guerra, casou-se com Doris em 1936. Para livrar a mulher de um serviço obrigatório para o governo britânico, o casal teve um filho. Era 1943. No ano seguinte, em plena Segunda Guerra Mundial, um foguete alemão destruiu a casa da família, e eles tiveram de mudar para um subúrbio londrino.
Reservado, calado, Bert, não compartilhava da paixão do filho pela música. Quando o menino encanava de tocar guitarra em casa, costumava resmungar: “Pare com esse barulho”. Mas o menino não parava. E Bert o deixava continuar, até voltar para casa na noite seguinte, encontrar o filho com a guitarra e resmungar novamente.
Um dos passatempos de verão de Bert era levar o filho para jogar tênis, num clube perto de onde moravam.
No início dos anos 60, separou-se da mulher e, em seguida, viu o filho sair de casa. Ficou mais de 20 anos sem falar com o garoto. Os dois se reencontraram em 1982. E o filho ainda não tinha largado a guitarra.
Após todos os anos que passaram distantes, pai e filho se aproximaram novamente. Por causa de seu trabalho, o filho passava muito tempo fora de casa. A partir de 1989, Bert começou a acompanhá-lo em todas as viagens mais longas. Não importava em qual parte do mundo o filho se metesse -Bert estaria lá.
Em agosto de 2000, a saúde de Bert ficou bastante debilitada em decorrência de problemas no coração. Na cama do hospital, seu último gesto foi uma terna piscada de olho em direção ao filho. Bert morreu. Cremado, suas cinzas foram cheiradas pelo filho.

***

A empresária de Keith Richards desmentiu o episódio. Disse que Keith Richards estava “brincando” quando contou a história durante uma entrevista. Pode até ser. Não importa. Alguém duvida que o guitarrista dos Stones seria capaz de cheirar as cinzas do pai?

***

Dá para gastar muita tinta com Keith Richards. Os riffs perfeitos de “Satisfaction”, “Start Me Up”…; composições como “Street Fighting Man”, “You Can’t Always Get What You Want”…; a lenda de que ele teria trocado todo o sangue numa clínica da Suíça, para se desintoxicar de drogas pesadas; o fato de ter inspirado um livro com o sugestivo título “I Was Keith Richards” Drug Dealer” (Eu fui traficante de Keith Richards), de Tony Sanchez.
E, é claro, deve-se respeitar um milionário de 62 anos que passa por uma cirurgia na cabeça porque se arrebentou no chão ao tentar escalar um coqueiro nas Ilhas Fiji.

***

Keith Richards é um gênio do rock.


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FEINHA E BREGA

Diabéisso?

A idéia da Federação Cearense de Futebol (FCF) era inovar na elaboração da taça do campeão cearense de 2007. Mas o exagero foi total. O troféu Fares Lopes, que será entregue a Fortaleza ou Icasa, tem direito a foto do ex-presidente e de uma placa de publicidade. A bola, símbolo do futebol, ficou embaixo, esquecida pelo autor da peça


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Vídeos

Enquanto o filme Homem Aranha 3 não estréia (dia 04), eis um aperitivo: “Signal Fire”, do Snow Patrol, da trilha sonora do filme.

Tokyo Police Club - Cheer It On


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Recesso

A banda Los Hermanos comunica a decisão de entrar em recesso por tempo indeterminado. Por conta disso não há previsão de lançamento de um novo disco.

A pausa atende a necessidade dos integrantes de se dedicarem a outras atividades que vieram se acumulando ao longo desses dez anos de trabalho ininterrupto em conjunto. Não houve desentendimento ou discordância que tenha afetado nossa amizade tanto que continuamos jogando truco toda quinta-feira.

Por conta dessa decisão, mesmo após o término da turnê do “4″, resolvemos fazer duas únicas apresentações no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso nos dias 8 e 9 de junho. Até lá. Fonte: Site Los Hermanos


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Rumo ao frio

E, desafiando o aquecimento global, seguimos para São Paulo, Curitiba e Serras Gaúchas. As duas primeiras, um regresso. No retorno (semana que vem), relatos das viagens. No mais, o eterno desejo de conhecer. Como disse Steinbeck (citado no livro “Ioga para quem não está nem aí”) talvez “eu tenha casas em toda parte, muitas das quais “ainda nem conheço. Talvez seja por isso que sou inquieto. Ainda não conheci todas as minhas casas”.

Pagando para ver
Ontem (15/04), reestréias de dois programas. No canal Multishow, a segunda temporada do TramaVirtual, programa voltado para o circuito independente. A atração segue apostando no formato de mesclar shows em estúdio com dicas e coberturas de festas e festivais. Já na HBO estreou a segunda e última temporada de “Roma”. Um dos mais belos seriados já feitos sobre história. Quem tiver a primeira temporada, peço emprestado. Fiquem atentos para as reapresentações dos programas ao longo da semana.

Mais retornos
Ainda sobre regressos. Abaixo, a capa do novo disco da Bjork, intitulado “Volta”. O primeiro single “Earth Intruders”, já está disponível. O álbum contou com a produção de Antony Hegarty (da banda Antony and the Johnsons) e do ultra conceituado Timbaland (Justin Timberlake, Nelly Furtado etc.), que também deve produzir faixas do vindouro disco de Madonna. Mas esse fica apenas para o final do ano. Timbaland lançou um disco na semana passada (“Timbaland Presents Shock Value”), que conta com inúmeras participações. O primeiro single, “Give It To Me”, já está no todo da parada americana.

Blogers são contra código de “boa coduta”

Citação
“[...] Um mapa rasgado e nada confiável de algumas das paisagens que formam certa fase de minha vida. Fala de lugares onde coisas aconteceram ou não aconteceram, lugares onde fiquei e coisas que ficaram comigo, lugares que eu queria ver ou lugares que passei ou onde simplesmente fui parar. De certo modo, são todos o mesmo lugar – a mesma paisagem -, porque a pessoa com quem essas coisas aconteceram era a mesma, que por sua vez é a soma de todas as coisas que aconteceram ou não nesses e em outros lugares.” (Geoff Dyer, no livro “Ioga para quem não está nem aí”, que deve ser consumido ao longo dessa viagem).


2 comments Abril 16, 2007

Lançamento

“Makes Me Wonder”, novo clipe do Maroon 5.


Add comment Abril 16, 2007

Regressos

Pagando para ver
Ontem (15/04), reestréias de dois programas. No canal Multishow, a segunda temporada do TramaVirtual, programa voltado para o circuito independente. A atração segue apostando no formato de mesclar shows em estúdio com dicas e coberturas de festas e festivais. Já na HBO estreou a segunda e última temporada de “Roma”. Um dos mais belos seriados já feitos sobre história. Quem tiver a primeira temporada, peço emprestado. Fiquem atentos para as reapresentações dos programas ao longo da semana.

Mais retornos
Ainda sobre regressos. Abaixo, a capa do novo disco da Bjork, intitulado “Volta”. O primeiro single “Earth Intruders”, já está disponível. O álbum contou com a produção de Antony Hegarty (da banda Antony and the Johnsons) e do ultra conceituado Timbaland (Justin Timberlake, Nelly Furtado etc.), que também deve produzir faixas do vindouro disco de Madonna. Mas esse fica apenas para o final do ano. Timbaland lançou um disco na semana passada (“Timbaland Presents Shock Value”), que conta com inúmeras participações. O primeiro single, “Give It To Me”, já está no todo da parada americana.


Add comment Abril 16, 2007

The Rapture - The House of Jealous Lovers

Nunca vou me cansar desta música! É porrada e balanço do começo ao fim!


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Whitest Boy Alive ao vivo

Whitest Boy Alive é o último projeto no qual o DJ norueguês Erlend Øye (Kings of Convenience) se envolveu. Era uma banda alemã que uniu o útil ao agradável: tendências a um pop-dance com a voz perfeita de Øye.

Pena que, pelo Brasil, Erlend Øye passou sozinho, porque em apresentações do Whitest Boy Alive, podem ser vistos covers fenomenais do universo dançante, como Show Me Love, da Robin S, ou Music Sounds Better With You, do Stardust (projeto de Thomas Bangalter, do Daft Punk).

É o show perfeito para quem gosta dessa tendência desde que os pernambucanos do Máquinas na Pista se separaram (William P. e Leo D. ficaram basicamente em estúdio e na produção de, entre outros, Mombojó; e Cecília ainda se apresenta pelas noites do Recife com seu projeto, Sra. Meira).


Add comment Abril 13, 2007

Citação

“O punk não morre. Aqui vai uma imagem: você está sentado na beira de um rio, vendo o fluxo, e percebe que, num ponto do seu curso, a água fica agitada porque está passando por cima de uma pedra. O rio é calmo, mas nesse ponto, borbulha e esguicha. Isto é punk rock. Enquanto houver mainstream, haverá underground. A coisa pode mudar de nome, mas nunca morre”. (Ian MacKaye, ex-Fugazi)


Add comment Abril 12, 2007

Vídeos

Já que a MTV deu uma esnobada nos clipes, eis aqui uma parada de vídeos. Antes, uma boa dica. No site SoundsLike você digita o nome de uma banda e ele retorna a você vídeos no YouTube, músicas para ouvir e outros grupos que tenham um som parecido.

Simian Mobile Disco - Hustler
[Começa com um brincadeira de telefone sem fio e depois…]
Arctic Monkeys- Leave Before The Lights Come On
[O grupo já está com vídeo novo, mas esse vale principalmente pelo final]
Bonde Do Role - Solta O Frango
[Tosco]
Gossip - Listen Up!
[O clipe em si não tem nada de demais, vale mesmo pela música]


Add comment Abril 12, 2007

Brasília genérica

Brasília” rendeu meio milhão em um ano. Uma das mulheres do “Brasília” chegava a atender 27 clientes por dia. Ficava com 40% do que faturava. Havia uma promoção de 30 minutos com duas garotas por 100 euros. Não estamos falando a capital federal, mas sim de um bordel em Preston, cidadezinha localizada no norte da Inglaterra, no condado de Lancashire, situado na rua Cannon, local de concentração de bares e restaurantes e, agora, com pelo menos uma das chamadas casas de tolerância. Nessa Brasília, as pessoas ainda trabalham nas segundas.

1000
Romário, por favor, faça logo o milésimo gol da sua carreira. Nem que seja contra. Esse assunto já se esgotou. Aliás, dizem que essas contas do Romário foram feitas pelo IBGE, especialista em aumentar cifras, vide o último PIB brasileiro.

Estratégia de mercado
Grindhouse, projeto novo de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, estreou no fim de semana passado nos EUA com uma bilheteria aquém do esperado. Na verdade, são dois filmes. Por aqui, eles serão lançados separadamente, com uma diferença de três meses entre eles. O primeiro estréia apenas em agosto, quatro meses depois do que nos EUA. Depois não entendem porque há tanta pirataria.

Lançamentos
E esse primeiro semestre promete. Entre os já lançados e os que ainda serão, há novidades do Nine Inch Nails / Bjork / White Stripes / Manic Street Preaches / Bloc Party / Smashing Pumpikins / Modest Mouse / Arcade Fire / The Shins / Kings Of Leon / Wilco/ Arctic Monkeys / Maximo Park / Fountains of Wayne / LCD Soundsystem / Air e Klaxons.

Alumbramento
Essa nova música do Maroon 5, “Makes Me Wonder”, é uma belezura.


2 comments Abril 12, 2007

The break-up song

E depois do fim do relacionamento, vem a ressaca moral. Muitas vezes, apenas embaladas por músicas de autocomiseração, como “Creep”, do Radiohead. Há outras mais desconhecidas, como “You”, do Candlebox (“And I’ll cry for you / Yes I’ll die for you / Pain in my heart it is real / And I’ll tell you now how I feel inside / Feel in my heart it’s for you”). Outras vezes, se opta por músicas que fazem loas à ex-companheira, e se pede para voltar. As músicas bregas, o som emo e toda a discografia das duplas sertanejas está aí para demonstrar.

Há, todavia, outra vertente. Mais raivosa, que julga o fim do relacionamento como uma benção. As canções escolhidas servem para praguejar o que já se vai tarde, com o tema invariavelmente descambando para liberdade, como “Get Free”, do Vines, a única música que já usei nesse sentido na minha vida (versos como “I’m gonna get free” e “She never loved me” se encaixavam perfeitamente).

Enfim, há inúmeras canções para qualquer um dos caminhos pós-relacionamentos (e com certeza você terá as suas preferidas), mas em relação a essa vertente mais raivosa, há uma lançada recentemente que figura entre as melhores. Trata-se de “Rootless Tree”, de Damien Rice. Se a ex-parceira foi uma cachorra, nada melhor que gritar o refrão dessa música:

Fuck you, fuck you, fuck you
And all we’ve been through
I said leave it, leave it, leave it
There’s nothing in you
And did you hate me, hate me, hate me, hate me so good
That you just let me out, let me out, let me out
Of this hell when you’re around
Let me out, let me out, let me out
Hell when you’re around
Let me out, let me out, let me out
***
Músicas servem bem para dor de cotovelo. Mas nada de achar que, só porque um relacionamento acabou, ele fracassou. Não, funcionou durante um tempo, depois não fez mais sentido. Isso só não vale para relacionamentos que foram calcados em mentiras, problemas em demasia. Nesses casos, nada melhor que “Rootless Tree”.

Confusão

Algumas palavras perdem totalmente o sentido. Foi o caso de “atitute”, que já foi utilizada até em comercial da Coca-cola (com a banda Charlie Brown Jr.). O mesmo vale para “confusão”. Basta conferir essa edição de chamadas para a Sessão da Tarde. É confusão que não acaba mais. A dica foi do Germano, o maior especialista que conheço em YouTube.

Dinheiro na mão é vendaval
Essas cifras elevadas para transmitir esportes – A Record, recentemente, conseguiu os direitos de transmissão das olimpíadas de 2012, de forma exclusiva – me lembram de uma frase de Millôr Fernandes: “O futebol é, como todos sabem, o ópio do povo, e, como poucos sabem, o narcotráfico da mídia”.

É sério
Na semana passada, a miss Paraná, Jéssica Pereira, durante visita aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Arlindo Chinaglia, deixou sua bolsa, com celular, maquiagem e “outros pertences” em uma poltrona bem em frente à sala de Renan. A bolsa desapareceu. Esse foi o segundo caso em duas semanas. E olha que a semana parlamentar só vai de terça a quinta…

Citação
Acho que acabou a crise. A situação parece já ter se normalizado“. (Lula, em dezembro do ano passado)

PAnPAnPAN
O projeto inicial previa não apenas a construção e reforma de centros esportivos, mas a cidade como um todo receberia melhorias, como aumento das linhas de metrô. No final das contas, apesar dos gastos terem ficado apenas na parte esportiva (e, mesmo assim, com atraso nas obras), a prefeitura do Rio já gastou com o Pan R$ 1,206 bilhão, um valor 405% maior que o previsto no dossiê da candidatura, em 2002. E ainda tem gente que quer realizar a Copa do Mundo por aqui…

Eterno segundo lugar
O Vasco não perde essa mania de ser vice. Você sabia o quanto as torcidas organizadas fazem tremer as bases do Maracanã? Segundo Controllato, residente da Incubadora da Coppe/UFRJ, que estudou o impacto das evoluções das torcidas na estrutura do estádio, a torcida do Vasco aparece em segundo, com 1,2 m/s2. Primeiro lugar? Torcida rubro-negra, com freqüência máxima de 2,8 m/s2. Empatadas em terceiro ficam as do Botafogo e do Fluminense, com 1,0 m/s2.

Pagando para ver
Hoje, a partir das 16h30, o Eurochannel exibe a maratona da primeira temporada da série “Coupling”. Programa exibido pela BBC até 2004, é uma das melhores sitcoms já produzidas no Reino Unido. São seis amigos em cena, o que sempre valeu comparações com “Friends”, mas essa série é bem melhor. Com exceção da quarta temporada, errática e sem a alma da séria, a personagem “Jef”. Para quem perder, pode acompanhar a maratona no próximo dia 15, a partir das 15h / E no dia 10, no Canal Brasil, será exibido o documentário sobre funk “Sou Feia, Mas Tô na Moda”.


4 comments Abril 7, 2007


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