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The break-up song

Escrito por c chaplin em Abril 7, 2007

E depois do fim do relacionamento, vem a ressaca moral. Muitas vezes, apenas embaladas por músicas de autocomiseração, como “Creep”, do Radiohead. Há outras mais desconhecidas, como “You”, do Candlebox (“And I’ll cry for you / Yes I’ll die for you / Pain in my heart it is real / And I’ll tell you now how I feel inside / Feel in my heart it’s for you”). Outras vezes, se opta por músicas que fazem loas à ex-companheira, e se pede para voltar. As músicas bregas, o som emo e toda a discografia das duplas sertanejas está aí para demonstrar.

Há, todavia, outra vertente. Mais raivosa, que julga o fim do relacionamento como uma benção. As canções escolhidas servem para praguejar o que já se vai tarde, com o tema invariavelmente descambando para liberdade, como “Get Free”, do Vines, a única música que já usei nesse sentido na minha vida (versos como “I’m gonna get free” e “She never loved me” se encaixavam perfeitamente).

Enfim, há inúmeras canções para qualquer um dos caminhos pós-relacionamentos (e com certeza você terá as suas preferidas), mas em relação a essa vertente mais raivosa, há uma lançada recentemente que figura entre as melhores. Trata-se de “Rootless Tree”, de Damien Rice. Se a ex-parceira foi uma cachorra, nada melhor que gritar o refrão dessa música:

Fuck you, fuck you, fuck you
And all we’ve been through
I said leave it, leave it, leave it
There’s nothing in you
And did you hate me, hate me, hate me, hate me so good
That you just let me out, let me out, let me out
Of this hell when you’re around
Let me out, let me out, let me out
Hell when you’re around
Let me out, let me out, let me out
***
Músicas servem bem para dor de cotovelo. Mas nada de achar que, só porque um relacionamento acabou, ele fracassou. Não, funcionou durante um tempo, depois não fez mais sentido. Isso só não vale para relacionamentos que foram calcados em mentiras, problemas em demasia. Nesses casos, nada melhor que “Rootless Tree”.

Confusão

Algumas palavras perdem totalmente o sentido. Foi o caso de “atitute”, que já foi utilizada até em comercial da Coca-cola (com a banda Charlie Brown Jr.). O mesmo vale para “confusão”. Basta conferir essa edição de chamadas para a Sessão da Tarde. É confusão que não acaba mais. A dica foi do Germano, o maior especialista que conheço em YouTube.

É sério

Na semana passada, a miss Paraná, Jéssica Pereira, durante visita aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Arlindo Chinaglia, deixou sua bolsa, com celular, maquiagem e “outros pertences” em uma poltrona bem em frente à sala de Renan. A bolsa desapareceu. Esse foi o segundo caso em duas semanas. E olha que a semana parlamentar só vai de terça a quinta…

Citação
Acho que acabou a crise. A situação parece já ter se normalizado“. (Lula, em dezembro do ano passado)

PAnPAnPAN
O projeto inicial previa não apenas a construção e reforma de centros esportivos, mas a cidade como um todo receberia melhorias, como aumento das linhas de metrô. No final das contas, apesar dos gastos terem ficado apenas na parte esportiva (e, mesmo assim, com atraso nas obras), a prefeitura do Rio já gastou com o Pan R$ 1,206 bilhão, um valor 405% maior que o previsto no dossiê da candidatura, em 2002. E ainda tem gente que quer realizar a Copa do Mundo por aqui…

Eterno segundo lugar
O Vasco não perde essa mania de ser vice. Você sabia o quanto as torcidas organizadas fazem tremer as bases do Maracanã? Segundo Controllato, residente da Incubadora da Coppe/UFRJ, que estudou o impacto das evoluções das torcidas na estrutura do estádio, a torcida do Vasco aparece em segundo, com 1,2 m/s2. Primeiro lugar? Torcida rubro-negra, com freqüência máxima de 2,8 m/s2. Empatadas em terceiro ficam as do Botafogo e do Fluminense, com 1,0 m/s2.

Pagando para ver
Hoje, a partir das 16h30, o Eurochannel exibe a maratona da primeira temporada da série “Coupling”. Programa exibido pela BBC até 2004, é uma das melhores sitcoms já produzidas no Reino Unido. São seis amigos em cena, o que sempre valeu comparações com “Friends”, mas essa série é bem melhor. Com exceção da quarta temporada, errática e sem a alma da séria, a personagem “Jef”. Para quem perder, pode acompanhar a maratona no próximo dia 15, a partir das 15h / E no dia 10, no Canal Brasil, será exibido o documentário sobre funk “Sou Feia, Mas Tô na Moda”.

4 Respostas para “The break-up song”

  1. Vanessa Disse:

    Eu tou vendo a maratona de 24 horas com os olhos vermelhos de sono :)
    Quanto ao fim de relacionamentos, é assim mesmo, a coisa chata é quando você pensa que vai ter que começar tudo de novo… mas ó, se serve de consolo, pode ser a última vez ;)

  2. Charles Disse:

    Vanessa,

    De “24 horas” eu não gosto muito, não. :(
    Ah, e sobre fins de relacionamentos. Não estava falando de mim, não. Estou muito bem acompanhado. É só que essa música do Damien Rice me fez pensar em canções para embalar dor de cotovelo.

    Beijin.

  3. Lucy Disse:

    Mas isso aqui tá uma coluna perfeita de variedades super legais, adorei!

    Sobre as musicas de autocomiseração, sei de uma que tem a imagem perfeita do creep, do cara “i´m a weirdo”: é “Why does it always rain on me”, do Travis. Quer coisa mais mazela? Imagino a nuvenzinha sobre a cabeça do sujeito. Mas os versos de Damien Rice são a mais pura catarse, han!

    - Aliás, na nossa turma do jornalismo, “mazela” já perdeu o sentido original, também. Na UFC, é ressignificação total.

  4. Charles Disse:

    Menina,

    Valeu pelo elogio. :)

    Travis também cai bem nessa parada pós-relacionamento. A voz, a sonoridade… É a trilha perfeita para o Charlie Brown, o deprê #1.

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