Hypertexto
Escrito por charles c em Julho 12, 2007
O novo rap
Depois do surgimento de um rapper judeu (Matisyahu), e de um albino e muçulmano (Brother Ali, que lançou recentemente “The Undisputed Truth”) o rap continua a se desdobrar e oferecer mais variantes do que apenas aquele artista com cara de mal e letras misóginas.
Há até a vertente nerd do gênero. Batizado de “geeksta rap”, seus expoentes – na maioria hackers e graduados em cursos de ciências da computação – versam sobre videogames, computadores, HQs etc. E isso tudo a sério.
Os nomes mais fortes da cena são MC Router, 20, a “primeira-dama do nerdcore”, os rappers YTcracker, Plus+ e MC Frontalot, considerado o criador do gênero.
Uma das razões de se optar pelo rap é que, ao contrário do rock, não é necessário ser sociável, estar numa banda. Pode-se fazer sozinho. Geralmente, os trabalhos são feitos em estúdios caseiros e divulgados em páginas do MySpace ou lançados em discos independentes.
Mas, apesar de amarem o rap, a cena não os ama. Os nerdcores são vistos pela vertente “tradicional” como deturpadores do gênero. Até mesmo quem faz parte do geeksta rap desdenha da cena. Há alguns que preferem o nome “chip hop”. Prova de que nerd continua sendo uma pessoa pra lá de excluída (até por seus pares).
LETRA
“Eu a conheci na
convenção de “Star Wars”/ eu
disse que ela estava
procurando por amor?/ tive
que pagar para ver, garota,
você não imagina como isso
soou/ (o cara que pesava cem
quilos com a camiseta “não
topo gordinhas” ficou
surpreso)/ pensei se ela tinha
que devolver isso, permitir,
recomeçar, renegar o que
tinha ouvido/ ela disse, quero
algum cara aqui que venha de
uma caverna onde você
controle o medo e eu
conquiste o lado da força que
você escolher/ há algum
homem assim aqui -você?”
YELLOW LASER, de MC Frontalot
Help-me!
Com a estréia ontem de “Harry Potter e a Ordem da Fênix” e, no dia 20, de “Transformers”, intesifica-se o período de terror para quem gosta de cinema, mas fica atemorizado de enfrentar as filas quilométricas nos multiplex em busca das películas juvenis. Nunca entendi porque uma pessoa, que nada tem a ver com esse tipo de filme, tem de enfrentar tais filas gigantes. Porque não optar pela tática das lojas, em que há filas especiais para quem está levando pouco produto? Para quem não está interessado em blockbusters, uma fila única seria ideal. Ou, no mínimo, distribuição de senhas.
Problemas em outra ilha
No próximo ano estréia mais uma “sacada” de J.J. Abrams, um dos criadores de “Lost”. Trata-se do filme “Cloverfield”: um monstro gigante ataca Nova York, e todo o terror é registrado pelas próprias pessoas, através de câmeras de vídeo caseiras. Veja o trailer abaixo.
Smashing Pumpkins - Tarantula
A música é muito boa, mas o vídeo não faz jus à tradição de excelente clipes da banda. E o novo disco da banda, “Zeitgeist”, saiu na última terça, dia 10 (meu aniversário!), nos EUA.
Springield?
E na batalha entre as diversas Springield dos EUA (14 cidades, ao todo), a que se sagrou campeã foi a do estado de Vermont. Com isso, conquista o direito de receber a estréia do filme dos Simpsons, com lançamento oficial para o final desse mês.
Wii Revolution
E na batalha dos consoles da nova geração, o Nintendo Wii ganha, de longe, dos demais (Xbox 360 e Playstation 3). Além de vender bem mais que os outros, as possibilidades se mostram ainda mais interessantes, como o controle em formato de volante que pode ser utilizado no “Mario Kart” e o “piso” especial para realização de exercícios físicos do jogo “Wii Fit“. Essas e outras novidades foram reveladas durante a E3 2007, grande feira dos games . Talvez o Wii não seja o vídeo game dos mais aficionados, que provavelmente optarão pelos outros dois, já que esses ainda possuem controles cheios de botões. Ou seja, torna mais difícil realizar ações nos jogos e, com isso, os heavy users ainda podem se vangloriar dos seus feitos. Já o Wii deve ser a opção dos jogadores chamados casuais, já que possui o revolucionário controles que reconhece os movimentos do jogador.
