Archive for Março, 2008

Mixtapes

muxtape.jpg

Curioso como a internet serve para resgatar hábitos antigos. Como gravar fitas para os amigos, por exemplo. No site Muxtape, você pode fazer isso facilmente. Basta puxar as músicas que deseja. O meu espaço por lá é o charlesc.muxtape.com.

Como a idéia geralmente era fazer fitas (ou CDs, mais recentemente) temáticas, começo os trabalhos por lá só com músicas dos anos 80: Violent Femmes, com Blister In the Sun; Psychedelic Furs, com Pretty In Pink; Modern English, I’ll Stop the World and Melt With You; Madness, com Our House; David Bowie, com Modern Love; Blondie, com Call Me e a minha preferida, Railway Children, com Every Beat of the Heart.


1 comment Março 31, 2008

Oh, it’s like an animal farm, lots of rural charm in the country

Amy Winehouse quer estúdio na fazenda.
Deve ter se inspirado no vídeo do Blur, “Country House“.


Add comment Março 31, 2008

Topo

Hoje, texto meu no topo do site Overmundo. Vale lembrar que o destaque do site é dado a partir da votação dos visitantes.


Add comment Março 30, 2008

Meu espaço (lifestream)

Tudo num só endereço. Lendo o excelente blog de Tiago Dória, me deparei com um texto sobre lifestreaming. Trata-se de um espaço para concentrar todo o fluxo de conteúdo produzido por uma pessoa em um único lugar. Alguns sites já fazem isso, como o Multiply, mas essas novas ferramentas juntam o conteúdo que está disperso na net (fotos no Flickr e textos no WordPress, por exemplo).

Para mim, o Tumblr é uma das melhores ferramentas para se fazer isso. Isso porque junta toda a informação como se fosse um blog, e não apenas uma lista de links. O modelo que usei como inspiração foi o de Edu F que, por outro lado, remete também aos labs. Utilizados por empresas de comunicação, os laboratórios são espaços onde são testadas novas ferramentas.

O meu espaço é o charlesclabs.tumblr.com. Lá estão concentadas a maioria das minhas atividades on-line: blogs, flickr, twitter, vimeo, youtube, e del.icio.us. Para saber das novidades, você pode assinar uma newsletter e ser informado das atualizações. Ou então pode fazer isso pelo feed do próprio serviço.

Outra opção muito boa é o Friendfeed. Nele, você pode juntar muito mais informações que o Tumblr (que tem limite de cinco serviços cadastrados). No Friendfeed, você inclusive pode puxar informações do Tumblr. Além de ser bem mais simples, você pode também acompanhar a atividade de amigos. Melhor: se quiser, pode deixar como privado o seu perfil lá. Para quem quiser lhe acompanhar, Você que autoriza. As informações são enviadas para você, por e-mail.

O meu espaço por lá é friendfeed.com/charlesc.


1 comment Março 30, 2008

Custe o que custar (CQC)

O humorístico CQC, exibido segundas, na Band, começa a ganhar fôlego. Começou com média de 2 pontos do ibope e na segunda edição já subiu para 3. Ainda é pouco, mas a audiência do canal também o é.

O primeiro programa foi bom. Marcelo Tas, como não poderia deixar de ser, é superior aos demais apresentadores. Esses se mostram ainda um pouco desconfortáveis. Algo que o tempo pode ajudar.

O programa parece um “Pânico na TV” mais polido. No que isso tem de bom e ruim. Ganha por ser menos histriônico, mais elaborado. Perde, todavia, em espontaneidade. De toda forma, é mais uma opção de humor de qualidade na TV aberta, povoada por humor chulo e sem criatividade.

Na primeira edição, houve momentos memoráveis, como a entrevista do repórter despreparado Danilo Gentili com Gretchen e o “top 5″ da TV brasileira na semana.

É interessante notar que, enfim, o jornalismo encontrou o bom humor. Vale ressaltar que a matriz do programa é argentina.

Nessa semana, não vi. Mas recomendaram-me uma nova entrevista de Danilo Gentili. Dessa vez com Padre Marcelo Rossi. Eis o vídeo abaixo:


Add comment Março 28, 2008

Stevie Wonder(ful)


Add comment Março 28, 2008

poplife


Add comment Março 28, 2008

Página no Flickr

Free Tibet

 Dei uma arrumada no meu flickr, e optei por criar um novo espaço. Eis o novo endereço: www.flickr.com/photos/charlesclabs.  Lá só entra material próprio, como a foto acima.


Add comment Março 27, 2008

Youtuber

Depois de muito protelar, criei um perfil no Youtube. Reuni vídeos diversos, principalmente de clipes, virais da internet e comerciais. Será o espaço para adicionar meus favoritos. Nisso o Youtube é imbatível. É possível encontar tudo lá.
Todavia, para exibir conteúdo próprio, acho o Vimeo melhor. É mais rápido de atualizar e permite postar vídeos com qualidade. É o local onde colocarei minhas criações em resolução melhor. Mas também disponibilizarei os mesmos vídeos no Youtube. Você decide, então, onde assistir. Na verdade, serão coisas simples, como o primeiro vídeo que coloquei on-line (no final desse post). Num plano sequência, mostro a beira mar de João Pessoa-PB. Na trilha, “Black Like Me”, do Spoon.

Voltando ao Youtube. Coloquei lá material de vários diretores preferidos: Jonas Akerland (Music, da Madonna, e Smack My Bitch Up, do Prodigy), o casal Valerie Faris e Jonathan Dayton (de maravilhosos vídeos do Smashin Pumpkins, como 1979 e Bullet With Butterfly Wings) Stephane Sednaoui (Ironic, da Alanis Morrissete, e Give It Way, do grupo Red Hot Chili Peppers), Mark Romanek (Bedtime Stories, da Madonna, e Closer, do Nine Inch Nails) e os gigantes Spike Jonze (Sabotage, dos Beastie Boys, e Buddy Holly, do Weezer) e Michel Gondry (Fell in Love with a Girl, do White Stripes, e Everlong, do Foo Fighters).

A maioria desses nomes migrou para o cinema (com grau distinto de sucesso). Valerie Faris e Jonathan Dayton fizeram bonito em “Pequena Miss Sunshine”. Spike Jonze brilhou em “Adaptação” e “Quero ser John Malkovich” e Michel Gondry fez o muito bom “A Natureza Quase Humana” e o maravilhoso “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. Curiosamente, os dois últimos cineastas devem seus melhores momentos ao roteirista Charlie Kaufman (Quero ser, Adaptação, Brilho Eterno etc.)


2 comments Março 26, 2008

Lamb - Gabriel

Já escrevi sobre a banda aqui. Eis um belo vídeo do grupo.


Add comment Março 26, 2008

A verdadeira escola do rock

Coletando material para o meu espaço no Youtube (mais sobre isso depois), lembrei-me de um vídeo antigo e muito bom da banda Yo La Tengo, “Sugarcube”. No clipe, o grupo, de indie rock, é enviado para uma escola de rock para aprender todos os clichês do gênero.

PS - Que saudade do Lado B, da MTV.


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Os 26 melhores zumbis de todos os tempos


Add comment Março 26, 2008

It’s Only Rock ‘n Roll (But I Like It)


Add comment Março 26, 2008

Humor em ação

 

Séries como “The Office”, “Ali G”, “Balls of Steal”… Artistas como Sacha Baron Cohen (”Borat”) e Ricky Gervais (das séries “Office” e “Extras”). O melhor humor, hoje, vem da Inglaterra. E o filme “Chumbo Grosso” só confirma essa constatação. Trata-se de uma sátira, mas não no sentido americano.

No final dos anos 1970 e até meados de 1980, muitos filmes foram feitos utilizando como motes outras películas. “Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu” e “Top Secret - Super confidencial” se tornaram clássicos. Aliás, essas obras tinham os mesmos criadores: Jim Abrahams e os irmãos David Zucker e Jerry Zucker.

Depois, a fórmula passou a não parodiar gêneros, mas sim cenas específicas de filmes de sucesso. Também surgiram vários “seguidores”, o que diluiu a idéia. Até mesmo Mel Brooks passou a fazer paródias nesse estilo. Há o mediano “SOS - Tem Um Louco Solto no Espaço” e o ruim e “Drácula, Morto Mais Feliz”. Na verdade, Brooks já fazia filmes nesse estilo, e bem antes dos demais. “Banzé no Oeste”, uma sátira aos filmes de velho oeste, é datado de 1974. Mas nos anos 1980 abraçou a idéia de parodiar cenas específicas.

Todavia, foram Abrahams e os Zucker que criaram uma grife, e produziram vários filmes em série. Até mesmo no estilo o maior número de piadas por segundo eles fizeram boas obras, como a trilogia “Corra que a Polícia Vem Aí”. O mesmo não pode ser dito das obras mais recentes deles, como os episódios três e quatro de “Todo Mundo em Pânico”.

Em suma, recentemente tais filmes acabavam resultando em espetáculos de escatologia, como “Espartalhões” e “Deu a Louca em Hollywood” (esses títulos brasileiros…). Coube a uma dupla britânica reeditar a idéia de satirizar gêneros completos, e não apenas cenas.

Eis “Chumbo Grosso” (”Hot Fuzz”, Inglaterra, 2007), que conta com Edgar Writght na direção e com o ator Simon Pegg, e que chega agora às locadoras. No filme, há uma estória que vai flertando com todos os clichês de filmes de ação e de suspense. Ou, no que se convencionou ser chamado de “policial”. Ou seja, não pega um material já criado por outro e apenas insere o elemento humor (apesar das obras originais, por mais que tentem ser sérias, já mostram um lado ridículo fácil de ser trabalho sobre o prisma cômico).

A estória é simples. Um policial de Londres é transferido para o interior por ser “eficiente demais” e, por isso, criar problemas para seus colegas. Chegando à nova cidade, descobre que as coisas não são tão calmas quanto pareciam.

É um divertido filme, que poderia ser ainda melhor se fosse mais curto, o que daria mais ritmo à estória. Também começa lento em humor, só melhorando da metade para o final. Edgar Writght e Simon Pegg já brincaram com o gênero horror em “Todo Mundo Quase Morto”. Um dos próximos a serem assistidos.


Add comment Março 24, 2008

Mini Britney Spears


Add comment Março 24, 2008

poplife


Add comment Março 24, 2008

Top Yourself

O segundo disco do Raconteurs, “Consolers of the Lonely”, já está na internet para ser baixado gratuitamente. O primeiro single é “Salute Your Solution”. Oficialmente, o novo trabalho de Jack White (White Stripes) e trupe sai na próxima terça nos EUA.


Add comment Março 22, 2008

Portishead - Machine Gun

“Machine Gun”, primeiro single do novo álbum do Portishead, ganha clipe. Vale lembrar que o último trabalho do grupo foi lançado ainda na década passada. “Third” será lançado no final do mês que vem (mas já está, há algum tempo, na internet para download gratuito).


Add comment Março 22, 2008

poplife


Add comment Março 22, 2008

21 sotaques

Uma atriz - Amy Walker - interpreta 21 sotaques. São 21 formas diferentes de dizer a mesma frase: “Eu sou Amiable Walker e nasci em (nome do lugar).”


Add comment Março 20, 2008

mais um

Radiohead, Nine Inch Nails… E a lista só aumenta: REM lança álbum primeiro na internet.


Add comment Março 20, 2008

Cinema, aqui agora

O texto, para mim, sempre é a parte mais importante de uma obra artística. Todavia, há exceções. Existem criações que conseguem dar ênfase a outro ponto, e o fazem com qualidade. Não que o texto seja abandonado. Apenas são encontrados outros elementos narrativos de destaque. A literatura já deu mostras que a forma de contar, a abordagem, pode ganhar mais destaque que a história em si.

O cinema aprendeu a lição. Há poucos anos, “Amnésia” (Memento, EUA, 2000), de Christopher Nolan, já havia mostrado isso. Uma estória contada de trás para a frente em que já se sabia o final, mas não como se tinha chegado a ele. Remontando o filme de forma linear, a “clássica”, o texto não se destacaria.

Agora, “Cloverfield” (Cloverfield, EUA, 2008), de Matt Reeves (mas produzido pelo midas J.J. Abrams), vai pelo mesmo caminho. Revisita os filmes de monstro de uma maneira inventiva: a câmera, agora, passa para o olhar da personagem. Steven Spielberg já havia feito isso em “ET”: o olhar da câmera é, não raro, o das crianças. Todavia, em “Cloverfield”, o diferencial não está apenas no ponto de vista, mas na sua forma de percepção: a câmera treme, como se fosse o trabalho de um cinegrafista amador.

Há mais: sabemos tanto quanto as personagens, o que aumenta o sentimento de aflição no público. Além disso, não há truques narrativos para facilitar a compreensão da obra (uma criança no grupo para se ter a desculpa de sempre estar explicando tudo, por exemplo), o que é ótimo. Estamos sempre acompanhando certos personagens, que são tratados “sem apego”. São pessoas comuns que não sabem o que está acontecendo, mas lutam para sobreviver. Não acompanhamos a missão militar que tenta resolver o problema, como o Governo americano está lidando com a situação etc.

De todo modo, como estória, não há muito. O mote do texto, em si, é batido. Apesar de ser possível identificar qualidades que não se encontram facilmente, há os erros recorrentes de outros filmes do gênero (como um certo altruísmo exacerbado e inabalável). Mas a forma como é contado dá um novo fôlego ao “cinema catástrofe”. É um bom filme (não para quem tem labirintite).

Falar em transgressão seria exacerbado. Não esqueçam, é Hollywood na forma mais conhecida do público massificado. Uma continuação já se avizinha.


4 comments Março 17, 2008

Investimentos do além

Kurt Cobain comprou uma casa… no ano passado?

Add comment Março 17, 2008

poplife


1 comment Março 17, 2008

Um século de recordes

Amy Winehouse, uma das artistas que mais venderam recentemente. Seu “Back To Black” vendeu mais de dois milhões de cópias. Adorei o título da matéria: Blunt e Winehouse: os mais vendidos do século. Como o século só tem oito anos e as vendas de discos só caem, é uma forma inventiva da indústria fonográfica conseguir dados positivos.


3 comments Março 15, 2008

Just Can’t Get Enough

 

Lúcio Ribeiro adianta uma possível atração do Skol Beats: Depeche Mode. Essa seria, aliás, a razão da mudança de data do evento. Costumeiramente realizado no primeiro semestre do ano, em 2008 o SB pode ocorrer depois de julho.

O Depeche Mode, atuamente, está gravando novo material. Deve chegar às lojas no final do ano. Em 2007, o vocalista da banda, Dave Gahan, lançou o disco “Hourglass”.


Add comment Março 15, 2008

Viagem mais rápida para o além

1. Esportes Radicais
2. Pára-quedismo
3. Nadar com tubarões
4. Roleta Russa
5. Juiz de Futebol
6. Freqüentar os estádios
7. Participar das Bandas
8. Noitadas nos Bares, Drogas, Cigarros, EXCESSO DE DIVERSÕES etc.


Add comment Março 14, 2008

Interpol 2.0

Surgem os primeiros registros no Youtube do show do Interpol ontem, em São Paulo. Há vídeos das músicas “NYC”, “PDA”, “Pioneer to the Falls”, “Obstacle 1″ e da grandiosa “Slow Hands”.

No Flickr também há belas imagens da apresentação.


Add comment Março 12, 2008

Marcelo é eliminado com 71% dos votos de paredão

 

E ele saiu, sendo saudado como o protagonista do Big Brother Brasil 8 (BBB8). Mais: Pedro Bial, o apresentador, disse que psiquiatra cumpriu brilhantemente seu papel. Personagem que vale mais para quem a (re)cria, do que para a criação em si.

Por mais que eles se preocupem com o que a opinião pública pensa, são “virgens” em lidar com isso. Não tem a noção real de como suas ações serão percebidas. Para esses, a vida segue. Resta saber como.

O criador já pensa na sua próxima invenção.


5 comments Março 12, 2008

A Simulation Study of the Psychology of Imprisonment

Para além de teorias conspiratórias, é importante notar como o programa Big Brother deu uma guinada maldosa. Antes, apenas colocavam os participantes lá e filmavam a interação entre eles. Evidentemente, também era buscada a polêmica. Todavia, as armas utilizadas para exacerbar as emoções eram a bebida e as regras do jogo (paredões, anjos, prova do líder etc.).

Com o tempo, os participantes começaram a ter noção da construção da sua imagem pública, posando de bons moços. Não adiantava nada fazer tudo para ganhar o prêmio se não seria possível prosseguir sendo uma “celebridade” depois do final do programa. Ganhar o prêmio ainda era o objetivo principal. Mas eles sabiam que havia belos prêmios de consolação aqui fora: posar nua, ganhar por presença VIP em eventos etc.

Diante disso, o BBB mudou. Nessa edição, a busca pela instabilidade é feita através de várias maneiras. De espetáculo de voyeurismo, passou a ser um laboratório de maldades. Quem tem tendências para o conflito tem essa característica alimentada e quem tem relacionamentos fora do confinamento tem sua fidelidade sempre posta à prova.

Algo que lembra, guardada as devidas proporções, um estudo feito pela Stanford University (EUA). Em agosto de 1971, foi realizado um estudo para simular as condições encontradas em uma prisão. Alunos se ofereceram para participar do experimento. Houve uma divisão aleatória de quem seria guarda ou prisioneiro.

Ou seja, não existia diferença entre os grupos antes da simulação. Todavia, o estudo teve de ser interrompido na metade. Motivo: houve uma completa perda de rumo. Os guardas abusavam de sua autoridade. Os presos, sofrendo humilhações e maus-tratos, tinham crises emocionais e tentavam organizar rebeliões.

Enquanto o experimento psicológico foi encerrado antes do tempo, o programa da Globo não pode parar. Apenas depois da premiação de 1 milhão de reais e após tentar de várias formas desestabilizar seus participantes.


1 comment Março 11, 2008

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