Posts filed under 'Cinema'

“Donnie Darko” pode ganhar continuação

O estranho -e maravilhoso- filme “Donnie Darko” pode ganhar uma sequência. Nem o diretor do original, Richard Kelly, tampouco o protagonista (Jake Gyllenhaal) participarão da nova obra.

Na verdade, apenas uma atriz do elenco original até agora foi confirmada na continuação: Daviegh Chase, que viveu uma das irmãs de Donnie. É nela que será centrada a nova obra. “S. Darko” se passa sete anos depois dos acontecimentos da história original.

“Donnie Darko”, lançado em 2001, é um filme extremamente inventivo: um jovem tem visões de um homem-coelho profeta do apocalipse. A premissa parece estapafurdia, mas o filme é muito bom. Foi um grande fracasso nos cinemas, mas cresceu bastante quando chegou em DVD. Até uma versão do diretor foi lançada.

Nunca pensei nesse filme com uma continuação.


Add comment Maio 10, 2008

Top

O site Starpulse fez uma lista com os dez papéis definitivos de alguns atores. Há Julia Roberts (”Uma Linda Mulher”), Steve Carrell (”O Virgem de 40 anos”), Anthony Hopkins (”O Silêncio dos Inocentes”) etc. Veja a lista completa - bem americana e pop - aqui.


Add comment Maio 8, 2008

Os filmes das férias


Dia desses, o G1 publicou uma lista com oss “filmes pipoca” que vão estrear nos próximos meses. Trazia as datas tanto das estréias americanas quanto as previsões de seu lançamento por aqui. Veja, abaixo, a lista elaborada pelo G1.

“Homem de Ferro” (Iron Man)
Nos EUA: Em cartaz
No Brasil: Em cartaz

“Speed Racer”
Nos EUA: 9 de maio
No Brasil: 9 de maio

“As crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian” (The chronicles of Narnia - Prince Caspian) Nos EUA: 16 de maio
No Brasil: 30 de maio

“Indiana Jones e o reino da caveira de cristal” (Indiana Jones and the kingdom of the crystal skull)
Nos EUA: 22 de maio
No Brasil: 22 de maio

“Sex and the city - O filme”
Nos EUA: 30 de maio
No Brasil: 6 de junho

“Kung Fu Panda”
Nos EUA: 6 de junho
No Brasil: 4 de julho

“O Incrível Hulk” (The Icredible Hulk)
Nos EUA: 13 de junho
No Brasil: 13 de junho

“Wall.E”
Nos EUA: 27 de junho
No Brasil: 27 de junho

“Hellboy 2″ (The golden army)
Nos EUA: 11 de julho
No Brasil: 5 de setembro

“Mamma mia!”
Nos EUA: 18 de julho
No Brasil: 15 de agosto

“Arquivo X 2 - Eu quero acreditar” (The X Files - I want to believe)
Nos EUA: 25 de julho
No Brasil: 25 de julho

“The happening”
Nos EUA: 13 de junho
No Brasil: 15 de agosto

“Batman - O cavaleiro das trevas” (Dark knight)
Nos EUA: 18 de julho
No Brasil: 18 de julho

“Agente 86″ (Get smart)
Nos EUA: 25 de junho
No Brasil: 20 de junho

“O procurado” (Wanted)
Nos EUA: 27 de junho
No Brasil: 27 de junho

“Viagem ao centro da Terra - O filme” (Journey to the center of the Earth - 3D)
Nos EUA: 11 de julho
No Brasil: 11 de julho

“Step brothers”, comédia com Will Ferrell e John C. Reilly
Nos EUA: 25 de julho
No Brasil: 12 de setembro

“A múmia 3 - Tumba do imperador dragão” (The Mummy - Tomb of the dragon emperor)
Nos EUA: 1º de agosto
No Brasil: 1º de agosto

“Star wars - The clone wars”, versão animada da saga de George Lucas
Nos EUA: 15 de agosto
No Brasil: 27 de agosto


1 comment Maio 6, 2008

Amy Winehouse fora da trilha do novo 007

E ela aprontou de novo. Amy Winehouse não vai mais participar da trilha sonora do novo filme de James Bond, “Quantum of Solace”, a ser lançado no final desse ano.

Segundo o produtor Mark Ronson, que trabalhou também no disco “Back to Black” de Amy, a cantora “não está em condições de gravar música nenhuma.”


Add comment Maio 5, 2008

We can be Heroes (?)

“Homem de Ferro” (Iron Man, EUA, 2008 ) é um bom filme. Robert Downey Jr., uma escolha acertada. Todavia, o filme derrapa em certos momentos, principalmente quando o roteiro apresenta falhas bobas. Aí a criatividade se vai e o filme fica receptivo a clichês, coincidências e outros que tais.

No entanto, o filme se destaca por ser a primeira película a ser produzida pela Marvel. Não sei se terá o êxito financeiro que esperam. Os principais heróis já foram adaptados no cinema. E, geralmente, as personagens que são mais populares atraem não apenas o leitor mais cultivado de HQs, mas também uma audiência mais ampla. O que é essencial para um filme que custou quase U$ 200 milhões de dólares. Some-se a isso também a concorrência acirrada desse verão americano.

Algo similar pode ocorrer com a nova versão de “Hulk” (The Incredible Hulk, EUA, 2008). Além dos mesmos problemas apontados acima, também sofrerá com a lembrança negativa do filme dirigido por Ang Lee em 2003. De qualquer forma, guarda um parentesco com essa obra: a julgar pelos trailers, os efeitos especiais continuam ruins e, com isso, o Hulk mais se assemelha ao… Shrek.

Fato curioso: a Marvel pode malograr (financeiramente), apesar de ser bem sucedida (artisticamente). E, como sabemos, numa indústria tão onerosa quanto a cinematográfica, a primeira parte é a que torna possível a segunda.

PS - Quem gosta de quadrinhos sabe que é necessário ficar até o final dos créditos de “Homem de Ferro” .

Update: “Homem de Ferro” supera expectativas de bilheteria nos EUA


Add comment Maio 2, 2008

As cem melhores Romdramedies (?)

O site Starpulse elaborou uma lista com os 100 melhores filmes “Romdramedies” dos últimos 20 anos. Seriam películas que combinam três elementos: romance, comédia e drama.

A lista é bastante peculiar. Aliás, Wes Anderson, para quem elaborou o top 100, seria o especialista nesse tipo de filme, visto que todos que ele dirigiu entraram: “A Vida Marinha com Steve Zissou”, “Viagem a Darjeeling”, “Três é Demais”, “Pura Adrenalina” e “Os Excêntricos Tenenbaums” (esse numa colocação de bastante destaque).

Por outro lado, filmes como “Pequena Miss Sunshine”, “Sintonia de Amor”, “Harry e Sally - Feitos um para o outro” (seria o meu preferido) e “Quatro Casamentos e um Funeral” entram, mas em colocações bastante ruins (não passam da 50º posição). Com muitos filmes de Woody Allen ocorre o mesmo.

Em compensação, o mal-resolvido “Huckabees - A Vida é uma Comédia”, o ruim “A Vida é Bela” e o péssimo “Embriagado de Amor” entram no top 15.

Veja a lista completa aqui.


Add comment Abril 17, 2008

Songs for Jo

Scarlett Johnasson lança, no mês que vem, um disco com covers de Tom Waits. O álbum, intitulado “Anywhere I Lay My Head”, teve sua capa recentemente divulgada (acima).

O trabalho contou com colaboradores ilustres, como David Andrew Sitek (TV On The Radio), David Bowie, Karen O (Yeah Yeah Yeahs) etc.

A primeira música de trabalho leva o mesmo nome do CD. Há apenas uma canção que não é cover de Waits: “Song for Jo”. Veja, abaixo, o tracklist do disco:

1. Fawn
2. Town With No Cheer
3. Falling Down
4. Anywhere I Lay My Head
5. Fannin’ Street
6. Song for Jo
7. Green Grass
8. I Wish I Was in New Orleans
9. I Don’t Want to Grow Up
10. No One Knows I’m Gone
11. Who Are You?


2 comments Abril 16, 2008

Guerilla Radio

No dia 18 do mês passado, foi lançada, nos EUA, a trilha do filme “Body of War“, um documentário sobre veteranos da guerra do Iraque. O disco, duplo, conta com faixas de Tom Waits, Lupe Fiasco, Bruce Springsteen etc.

Eddie Vedder (Pearl Jam) também participa. Acima, o clipe oficial de sua canção “No More”.

Body of War - Tracklist

CD 1

“Hero’s Song” - Brendan James
“American Terrorist” - Lupe Fiasco
“Light Up Ya Lighter” - Michael Franti & Spearhead
“Guerilla Radio” - Rage Against The Machine
“Son Of A Bush” - Public Enemy
“Empty Walls” - Serj Tankian
“Let Them Eat War” - Bad Religion
“White People For Peace” - Against Me!
“Letter From Iraq” - Bouncing Souls
“War” - Dilated Peoples
“Overcome (The Recapitulation)” - RX Bandits
“Fields Of Agony” - No Use For A Name
“Bushonomics” - Talib Kweli & Cornel West
“The 4th Branch - Immortal Technique
“B.Y.O.B.” - System Of A Down
“No More” (Live) - Eddie Vedder & Ben Harper

CD 2

“Devils & Dust” - Bruce Springsteen
“Masters Of War” (Live) - Pearl Jam
“When The President Talks To God” - Bright Eyes
“Gimme Some Truth” - John Lennon
“The Restless Consumer” - Neil Young
“Battle Hymns” - The Nightwatchman
“Anthrax” - Kimya Dawson
“WMD” - Blow Up Hollywood
“State Of The Union” - David Ford
“Yo George” - Tori Amos
“Love Vigilantes” - Laura Cantrell
“Black Rain” - Ben Harper
“To Kill The Child” - Roger Waters
“Day After Tomorrow” - Tom Waits


2 comments Abril 15, 2008

I still (a)live!

Muito se falou, com razão, sobre o show do Radiohead na estréia da programação da Pitchfork.tv. Mas há outras precisiodades, como o documentário “loudQUIETloud”, sobre a turnê de “reconciliação” dos Pixies, em 2004.

Dirigido por Matthew Galkin e Steven Cantor, o filme mostra o clima tenso entre os integrantes da banda, Black Francis, Kim Deal, Joey Santiago e David Lovering.

***

Hoje, o jornalista Álvaro Pereira Jr. escreve sobre a Pitchfork.tv. Eis um trecho: ” Fui lá assistir e achei que… tem cara de TV normal. O que pode ser um problema. Não me peça soluções, não tenho. Mas não me culpe por ficar na espera de um formato de TV na web que explore interatividade, que não seja tão impositivo e que, principalmente, fuja dos padrões de edição e de filmagem da TV convencional.”


Add comment Abril 14, 2008

No, nobody

Em homenagem ao dia de troca -saudável, segundo os cientistas- de bactérias com outra pessoa, eis um vídeo para comemorar o dia mundial do beijo: uma cena do filme “A Um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity, EUA, 1953), com Burt Lancaster e Deborah Kerr.

Outra opção é Sixpence None The Richer, com Kiss Me.

Em tempo: hoje, o canal Multishow traz uma programação especial para comemorar a data.


Add comment Abril 13, 2008

Norah Jones em versão Punk(y)

A cantora Norah Jones, que está chegando aos cinemas com “Um Beijo Roubado” (”My Blueberry Nights”), do diretor Wong Kar Wai - lança disco novo no mês que vem. E é dos mais curiosos. Será um álbum da banda “punk” da qual faz parte, El Madmo (mais um nome em espanhol…) É uma Norah Jones estilo Slipknot: ela toca guitarra e usa máscara (discreta, é verdade).

Outro detalhe: ela utiliza o nome artístico Maddie. Curioso como os artistas ainda tentam manter mistérios em tempos de internet, quando um segredo não consegue perdurar. Melhor seria agir como Fernando Pessoa e criar heterônimos. Ou seja, algo mais criativo do que brincar de se esconder.

Algumas músicas da banda podem ser ouvidas no perfil deles no Myspace.

PS - Lembram-se do seriado “Punk, a levada da breca”? Veja como ela está agora. O nome da atriz é Soleil Moon Frye. os pais devem ter sidos hippies.


2 comments Abril 12, 2008

Juno e agora… Nuno?

Depois de “Juno” vem aí “Smart People” (trailer acima). No elenco dessa comédia dramática, Sarah Jessica Parker, Thomas Haden Church, Dennis Quaid e a “Juno” Ellen Page.

O filme, que estréia sexta, nos EUA, narra a estória de um recém-viúvo que conta com o auxílio de amigos e familiares para lidar com sua dor.

“Smart People” além da óbvia conexão com “Juno” (traz a protagonista desse no elenco), também possui outra proximidade com o recente filme sensação: uma trilha sonora intimista. Disponível apenas em versão digital, traz muitas canções de Nuno Bettencourt, o ex-integrante do Extreme (”More Than Words”).

Eis a tracklist do álbum, que está sendo distribuída por blogs gringos:

1. This is Your Life - Nuno Bettencourt
2. Q.P.D. - Nuno Bettencourt
3. Stitich - Baby Animals
4. Early Checkout - Nuno Bettencourt
5. Need I Say More - Paul Mangone, Nuno Bettencourt, and Suze DeMarchi
6. Rush You - Baby Animals
7. Lotus - Nuno Bettencourt
8. Flow - Nuno Bettencourt
9. You Still Need Me - Baby Animals
10. School Girl Crush - Nuno Bettencourt
11. If Only - Nuno Bettencourt
12. Hamburger in Bed - Nuno Bettencourt
13. Pursuit of Happiness - Nuno Bettencourt and Suze DeMarchi.

PS - No trailer tocam as músicas “Don’t Make Me a Target” (Spoon) e Dyslexic Heart” (Paul Westerberg), que não fazem parte da trilha. Já falei sobre coisas do tipo aqui. Acima de tudo, soa estranho uma trilha com tantas músicas de um artista não dar destaque a nenhuma dessas composições no trailer e se valer de músicas que nem fazem parte dela na sua divulgação.


Add comment Abril 9, 2008

Caminhos diferentes

Cloverfield” (Cloverfield, EUA, 2008), o filme catástrofe produzido por J.J. Abrams (Lost) chega às locadoras nos EUA no dia 22 desse mês. E virá com dois finais alternativos. Veja abaixo.

Versão romântica

Final em aberto

Via With Lasers!


Add comment Abril 8, 2008

Guerra nas Estrelas da vovó


Add comment Abril 8, 2008

Canções quase adotadas

Coisas curiosas acontecem com as trilhas sonoras de filmes. Às vezes, o álbum não tem todas as músicas que fazem parte da obra cinematográfica. Ou então outras músicas que nem tocam na película são colocadas na trilha.

Em relação às tilhas que fazem muito sucesso, elas podem ganhar uma segunda edição. ” Trainspotting”, “Moulin Rouge” e o “Romeu e Julieta” ganharam novos volumes (curiosamente, os dois últimos filmes citados são do mesmo diretor, Baz Luhrmann). Muitas vezes, se utilizava de recursos distintos para justificar a empreitada, como dizer que o novo disco é “Inspired By”.

Agora “Juno” se junta a essa galeria de filmes que ganham uma nova trilha. Vendida apenas em versão digital, eis “Juno B-Sides: Almost Adopted.” Trata-se de um nome curioso, visto que a primeira trilha - excelente, por sinal - era quase toda “indie”.

O novo disco tem quinze músicas e sai no dia 13 desse mês. Entre as novas canções está “Zub Zub”, escrita pela roteirista do filme, Diablo Cody, e cantada por Ellen Page, a protagonista. A canção até fazia parte do filme, mas a cena foi cortada.


3 comments Abril 3, 2008

Humor em ação

 

Séries como “The Office”, “Ali G”, “Balls of Steal”… Artistas como Sacha Baron Cohen (”Borat”) e Ricky Gervais (das séries “Office” e “Extras”). O melhor humor, hoje, vem da Inglaterra. E o filme “Chumbo Grosso” só confirma essa constatação. Trata-se de uma sátira, mas não no sentido americano.

No final dos anos 1970 e até meados de 1980, muitos filmes foram feitos utilizando como motes outras películas. “Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu” e “Top Secret - Super confidencial” se tornaram clássicos. Aliás, essas obras tinham os mesmos criadores: Jim Abrahams e os irmãos David Zucker e Jerry Zucker.

Depois, a fórmula passou a não parodiar gêneros, mas sim cenas específicas de filmes de sucesso. Também surgiram vários “seguidores”, o que diluiu a idéia. Até mesmo Mel Brooks passou a fazer paródias nesse estilo. Há o mediano “SOS - Tem Um Louco Solto no Espaço” e o ruim e “Drácula, Morto Mais Feliz”. Na verdade, Brooks já fazia filmes nesse estilo, e bem antes dos demais. “Banzé no Oeste”, uma sátira aos filmes de velho oeste, é datado de 1974. Mas nos anos 1980 abraçou a idéia de parodiar cenas específicas.

Todavia, foram Abrahams e os Zucker que criaram uma grife, e produziram vários filmes em série. Até mesmo no estilo o maior número de piadas por segundo eles fizeram boas obras, como a trilogia “Corra que a Polícia Vem Aí”. O mesmo não pode ser dito das obras mais recentes deles, como os episódios três e quatro de “Todo Mundo em Pânico”.

Em suma, recentemente tais filmes acabavam resultando em espetáculos de escatologia, como “Espartalhões” e “Deu a Louca em Hollywood” (esses títulos brasileiros…). Coube a uma dupla britânica reeditar a idéia de satirizar gêneros completos, e não apenas cenas.

Eis “Chumbo Grosso” (”Hot Fuzz”, Inglaterra, 2007), que conta com Edgar Writght na direção e com o ator Simon Pegg, e que chega agora às locadoras. No filme, há uma estória que vai flertando com todos os clichês de filmes de ação e de suspense. Ou, no que se convencionou ser chamado de “policial”. Ou seja, não pega um material já criado por outro e apenas insere o elemento humor (apesar das obras originais, por mais que tentem ser sérias, já mostram um lado ridículo fácil de ser trabalho sobre o prisma cômico).

A estória é simples. Um policial de Londres é transferido para o interior por ser “eficiente demais” e, por isso, criar problemas para seus colegas. Chegando à nova cidade, descobre que as coisas não são tão calmas quanto pareciam.

É um divertido filme, que poderia ser ainda melhor se fosse mais curto, o que daria mais ritmo à estória. Também começa lento em humor, só melhorando da metade para o final. Edgar Writght e Simon Pegg já brincaram com o gênero horror em “Todo Mundo Quase Morto”. Um dos próximos a serem assistidos.


Add comment Março 24, 2008

Cinema, aqui agora

O texto, para mim, sempre é a parte mais importante de uma obra artística. Todavia, há exceções. Existem criações que conseguem dar ênfase a outro ponto, e o fazem com qualidade. Não que o texto seja abandonado. Apenas são encontrados outros elementos narrativos de destaque. A literatura já deu mostras que a forma de contar, a abordagem, pode ganhar mais destaque que a história em si.

O cinema aprendeu a lição. Há poucos anos, “Amnésia” (Memento, EUA, 2000), de Christopher Nolan, já havia mostrado isso. Uma estória contada de trás para a frente em que já se sabia o final, mas não como se tinha chegado a ele. Remontando o filme de forma linear, a “clássica”, o texto não se destacaria.

Agora, “Cloverfield” (Cloverfield, EUA, 2008), de Matt Reeves (mas produzido pelo midas J.J. Abrams), vai pelo mesmo caminho. Revisita os filmes de monstro de uma maneira inventiva: a câmera, agora, passa para o olhar da personagem. Steven Spielberg já havia feito isso em “ET”: o olhar da câmera é, não raro, o das crianças. Todavia, em “Cloverfield”, o diferencial não está apenas no ponto de vista, mas na sua forma de percepção: a câmera treme, como se fosse o trabalho de um cinegrafista amador.

Há mais: sabemos tanto quanto as personagens, o que aumenta o sentimento de aflição no público. Além disso, não há truques narrativos para facilitar a compreensão da obra (uma criança no grupo para se ter a desculpa de sempre estar explicando tudo, por exemplo), o que é ótimo. Estamos sempre acompanhando certos personagens, que são tratados “sem apego”. São pessoas comuns que não sabem o que está acontecendo, mas lutam para sobreviver. Não acompanhamos a missão militar que tenta resolver o problema, como o Governo americano está lidando com a situação etc.

De todo modo, como estória, não há muito. O mote do texto, em si, é batido. Apesar de ser possível identificar qualidades que não se encontram facilmente, há os erros recorrentes de outros filmes do gênero (como um certo altruísmo exacerbado e inabalável). Mas a forma como é contado dá um novo fôlego ao “cinema catástrofe”. É um bom filme (não para quem tem labirintite).

Falar em transgressão seria exacerbado. Não esqueçam, é Hollywood na forma mais conhecida do público massificado. Uma continuação já se avizinha.


4 comments Março 17, 2008

Charles Bronson revive

Segundo o site IMDB, “Onde os Fracos não têm Vez” (”No Country for Old Men”) venceu 4 Oscars e levou 79 prêmios outros. Curiosamente, nossa mania de rebatizar filmes, que geralmente estraga o filme ou entrega detalhes importantes, dessa vez foi bem perspicaz nesse caso.

Pessoalmente, nunca fui um entusiasta dos irmão Coen. Eles tem um filme muito bom, “Fargo”, mas também colecionam equívocos, como “Matador de Velhinhas”. Obviamente, seria complicado analisar um artista pelos extremos (há exceções, que mostram um vigor criativo em uma obra apenas ou em momentos específicos de sua carreira). Um artista que perdura permite uma leitura de sua obra como um todo, como é o caso deles. Mesmo assim, o computo geral seria mediano. Assim como “Onde os Fracos não têm Vez”.

O alarde feito não corresponde ao fatos. O filme exibe qualidades: boa direção, atuações acima da média mas a estória… A premissa pode até ser interessante, apesar de não ser original. Mas esse não é o maior problema, e sim a condução do texto. Apesar de ter ganho o Oscar de roteiro, há uma das características mais pobres que um autor pode fazer para ligar pontos importantes de uma narrativa: recorrer a uma coincidência. E o filme mostra uma no estilo novela mexicana. O assassino Anton Chigurh entra na casa de quem está procurando e acha, logo que entra, a conta telefônica do fugitivo, sendo fácil identificar possíveis lugares onde ele poderia procurar abrigo. Isso foi a forma encontrada pelo roteiro para dar continuidade à história, visto que seria bastante difícil prosseguir nessa caçada sem essa “facilidade”.

Há mais: mesmo sabendo do perigo que estava correndo, um veterano do Vietnã se mostra bastante descuidado. Foge de sua casa, mas deixando tudo para trás. Poderia simplesmente queimar o lugar, diminuindo rastros. Também não troca a maleta que trazia o “tesouro”, o que facilita a identificação do que leva. Pior, anda com ela para todo lugar, quando poderia colocar em uma bolsa maior a “mercadoria” encontrada. Nem vai para lugares realmente distantes, apesar de estar com o bolso cheio de grana. Poderia simplesmente pegar um avião para um lugar realmente longínquo e se afastar do perigo. Prefere ir de ônibus para lugares próximos ao problema.

Todavia, o mais estanho é mesmo Anton Chigurh. Vivido por Javier Barden, a personagem exibe uma capacidade ímpar de se livrar do perigo ou de sobreviver com ferimentos em lugares em que há possibilidade de cura como John McClane (”Duro de Matar”), o ímpeto de não desistir do seu objetivo como o andróide de “Exterminador do Futuro”, a frieza em cumprir o que prometeu sem devaneios morais como Charles Bronson (”Desejo de Matar”) e uma capacidade de regeneração sobrenatural ao estilo Jason (”Sexta-Feira 13″).

Evidentemente, o filme não é ruim. Possui qualidades cinematográficas superiores a essas menções. Todavia, quando uma película possui tais características, uma resenha destaca apenas esses pontos negativos, tratado como galhofa toda a obra, vide o último “Rambo”. Já em “Onde os Fracos não têm Vez” tais aspectos são tratados como… Na verdade, nem entram na avaliação.


Add comment Março 8, 2008

You are not alone

Vazou na internet um final alternativo do filme “Eu sou a Lenda”. Nele, a personagem de Will Smith… Veja o vídeo. Esse final estará disponível nos extras do DVD, que será lançado no dia 18 nos EUA.


Add comment Março 8, 2008

Star Wars, versão anos 50


Add comment Março 6, 2008

O de sempre

O mundo anda cheios de lugares comuns, de frases feitas e muitas vezes vazias. Isso tudo temperado com uma dose exacerbada de políticamente correto. Por isso, é bastante útil uma ferramenta de criação de discurso de agradecimento no Oscar. Quem sabe a equipe de “Trope de Elite” vai se valer desse site no ano que vem. É em inglês.

É importante também para quem não é muito bom de improviso, de deixar a emoção comandar a fala. Teria sido muito importante para Sally Field, por exemplo. Quando ganhou o segundo Oscar, fez um discurso em que disse coisas como “You liked me, you really liked me”, fazendo menção à aceitação dos seus pares. Baixa alto-estima é isso aí.

PS – Poderiam criar uma versão para discursos políticos, que seria de grande valia para Lula.


Add comment Março 5, 2008

poplife


Add comment Março 5, 2008

Ainda sobre o Oscar…

Havia falado, na minha avaliação do Oscar 2008, que existia uma separação acentuada entre o gosto da “Academia” e do público, o que poderia se refletir cada vez mais na audiência. E eis que o Oscar desse ano teve a pior audiência da história nos EUA: média de 32 milhões de espectadores sintonizados. Na bilheteria brasileira, a resposta é similar.

Nas entrevistas pós-Oscar, brilhou Diablo Cody. Entre as declarações dela destaque para: “Olha, vocês [jornalistas] podem me lembrar que fui stripper, não é problema. Eu nunca me envergonhei de ser stripper e entendo que vocês tenham curiosidade. É meu passado, minha história. E hoje estou aqui recebendo o Oscar. Eu sou quem eu sou. Tudo se completa. Hoje tenho outra profissão, mas me lembro bem de onde eu vim.”

Em seguida… Para os grandes vencedores da 80ª cerimônia do Oscar, o clima foi de ressaca depois das festas pós-premiação.


Add comment Fevereiro 27, 2008

Soundtrack

“Falling slowly”, de Glen Hansard e Marketa Irglova. Melhor canção original (”Once”) no Oscar 2008. A apresentação deles no Oscar você vê aqui.


Add comment Fevereiro 25, 2008

Não vá para a cama sem ele

oscarsleeping.jpg

Diablo Cody leva o seu Oscar (de melhor roteiro original por ”Juno”) para a cama.


1 comment Fevereiro 25, 2008

Um Oscar globalizado [vencedores do Oscar 2008]

Não que seja uma novidade. No ano passado, vários filmes mexicanos foram lembrados com indicações ao Oscar. Todavia, nesse ano o Oscar pareceu se transformar em um prêmio globalizado. Isso porque aumentaram o número de países concorrentes, e isso em várias categorias principais. Acima de tudo, muitos ganharam: Javier Bardem (melhor ator coadjuvante por “Onde os Fracos Não Têm Vez”) e Marion Cotillard (melhor atriz por “Piaf - Um Hino ao Amor”).

Outra característica curiosa foi a dicotomia entre o gosto da “academia” e o do público. Se em outras ocasiões filmes como “Titanic” ganharam muitos prêmios e foram sucesso de bilheteria, nesse ano só “Juno” conseguiu unir esses segmentos, muitas vezes distintos. Artisticamente, isso é para lá de importante. Todavia, como se trata de uma premiação que busca grande audiência, isso pode afastar ainda mais o grande público da transmissão (que diminui a cada ano).

Não saberia dizer se os prêmios foram justos. Pela primeira vez, não vi a maioria dos filmes. Nem sei se a palavra “justiça” se emprega aqui. Afinal, as escolhas são guiadas por gostos, que são subjetivos. Alguns filmes, por mais que não sejam tão elaborados (ou apresentem problemas artísticos significativos) resultam em algo maior. Outras vezes, um filme simboliza uma época (teria sido importante “Brokeback Mountain” ganhar, bem como foi consagrador a conquista de filmes independentes nos anos 1990) ou corrigem injustiças (como diretores ou atores sempre alijados da conquista, que acabam ganhando por trabalhos menores porque já passou do momento de levar). O que conta, muitas vezes, é a emoção. Ademais, em termos artísticos, seria difícil apontar que filme irá perturar, que película terá um legado duradouro na história do cinema.

De qualquer forma, “Juno” ganhar por roteiro original foi muito bom. Fazia tempo - desde Bjork, creio - que uma pessoa tão diferente (Diablo Cody) não ia à premiação. Melhor: uma tatuada, com as pernas à mostra, levou. Daniel Day-Lewis (melhor ator por “Sangue Negro”) é um dos melhores da sua geração. Cate Blanchet, a melhor atriz atualmente, também deveria ter levado. Ethan e Joel Coen (vencedores nas categorias roteiro adaptado, melhor filme e direção por “Onde os Fracos Não Têm Vez”) emociam, principalmente, por parecerem que adoram filmes. É o cinéfilo que passou de amante do cinema a fazedor de cinema. Uma espécie de músico que consegue viver da sua arte; sua paixão não é apenas um hobbie. De qualquer forma, em termos de emoção, torci por “Juno”.

Eis vencedores do Oscar 2008:

Melhor filme: “Onde os fracos não têm vez”

Melhor diretor: Ethan e Joel Coen (”Onde os fracos não têm vez”)

Melhor ator: Daniel Day-Lewis (”Sangue negro”)

Melhor atriz: Marion Cotillard (“Piaf - um hino ao amor”)

Melhor ator coadjuvante: Javier Bardem (“Onde os fracos não têm vez”)

Melhor atriz coadjuvante: Tilda Swinton (”Conduta de risco”)

Melhor roteiro original: Diablo Cody (”Juno”)

Melhor roteiro adaptado: Ethan e Joel Coen (”Onde os fracos não têm vez”)

Melhor animação: “Ratatouille”, de Brad Bird

Melhor documentário: “Taxi to the dark side”, de Alex Gibney e Eva Orner

Melhor filme estrangeiro: “The counterfeiters”, de Stefan Ruzowitzky (Áustria)

Melhor fotografia: “Sangue negro”

Melhor direção de arte: “Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet”

Melhor edição: “O ultimato Bourne”

Melhor mixagem de som: “O ultimato Bourne”

Melhor edição de som: “O ultimato Bourne”

Melhores efeitos especiais: “A bússola de ouro”

Melhor maquiagem: “Piaf – Um hino ao amor”

Melhor figurino: “Elizabeth – A era de ouro”

Melhor canção original: “Falling slowly”, de Glen Hansard e Marketa Irglova (”Once”)

Melhor trilha sonora original: Dario Marianeli (”Desejo e reparação”)

Melhor curta-metragem: “Le Mozart des pickpockets”

Melhor curta-metragem de animação: “Peter and the wolf”

Melhor documentário em curta-metragem: “Freehand”


1 comment Fevereiro 25, 2008

Prato feito

Na última vez que estive em São Paulo, só deu para assistir um único filme da 31ª Mostra Internacional de Cinema: “Estômago“. Trata-se de uma película divertida mas que versa sobre temas polêmicos. Narra a ascensão e queda de um cozinheiro autodidata. Começa mais leve e vai ficando cinza, sem nunca perder o bom humor (negro). Ou melhor, você já sabe qual é o final, só fica a dúvida como se chegou até ele. O que não acaba sendo uma grande surpresa, visto que o filme dá pistas bem nítidas.

O roteiro apresenta boas sacadas, mas peca em alguns aspectos (não os conto por aqui pois revelaria pontos importantes da narrativa; o final é um deles, um tanto quanto claro para uma obra centrada no “como aconteceu”). De qualquer forma, “Estômago” ganha pontos extras por ser um filme um tanto quanto atípico para o cinema nacional. E traz uma bela revelação: Fabiula Nascimento, que interpreta a prostituta.

E eis que o filme ganhou o prêmio de melhor filme e seu protagonista, o ótimo João Miguel (de “Cinema, Aspirinas e Urubus”), levou o de melhor ator no 11º Festival Internacional de Cinema de Punta del Este (Uruguai). O filme tem estréia prevista para 11 de abril.

Outro brasileiro também se destacou: “Jogo de cena”, do diretor brasileiro Eduardo Coutinho, venceu a categoria melhor documentário. Competiram na seção oficial 17 obras de Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Espanha, França, China, México e Venezuela.


Add comment Fevereiro 24, 2008

“Juno” ganha o Spirit Awards

E “Juno” ganhou três prêmios no Independent Spirit Awards: melhor filme, melhor atriz (Ellen Page) e melhor roteiro (Diablo Cody). No Oscar, “Juno” concorre em quatro categorias importantes: filme, diretor, atriz para a protagonista Ellen Page e roteiro original.


Add comment Fevereiro 24, 2008

Framboesa de Ouro - vencedores

E ontem foram divulgados os ganhadores do “prêmio” Framboesa de Ouro (Golden Razzies), que elege os  piores filmes do ano. A grande vencedora foi Lindsay Lohan, com seu filme “Eu Sei Quem me Matou”. Levou  oito indicações das nove em disputa: Pior Filme, Pior Diretor, Pior Roteiro, Pior Desculpa para um Filme de Horror, Pior “Remake” etc. Um recorde na história do Framboesa de Ouro, batendo filmes “Showgirls” e “Battlefield Earth”. Outro que conseguiu destaque foi Eddie Murphy, por “Norbit”.

Confira a lista de algumas categorias do Framboesa de Ouro:

Pior Filme: “I Know Who Killed Me”
Pior Ator: Eddie Murphy, por “Norbit”
Pior Atriz: Lindsay Lohan, por “I Know Who Killed Me”
Pior Ator coadjuvante: Eddie Murphy, que interpreta vários papéis em “Norbit”
Pior Dupla na Tela: Lohan, por “I Know Who Killed Me”
Pior “Remake” ou Cópia: “I Know Who Killed Me”
Pior Sequência: “Daddy Day Camp”
Pior Diretor: Chris Siverston, por “I Know Who Killed Me”
Pior Roteiro: Jeffrey Hammond, por “I Know Who Killed Me”
Pior Desculpa por um Filme de Horror (categoria nova): “I Know Who Killed Me”


1 comment Fevereiro 24, 2008

Huummm, não

Juno“, a grande estréia da semana.  A Folha publicou uma entrevista com Ellen Page, a estrela do filme. Ela revela, entre outras coisas, que para a preparação para o filme leu o livro “Pregnancy for Dummies” [gravidez para idiotas].

O filme, considerado antes uma zebra no Oscar, pode até surpreender. Aliás, conta com a torcida dos americanos (e com a minha também) De qualquer forma, acho que leva apenas roteiro original (escrito por Diablo Cody).

Oscar -Leia a opinião de alguns “especialistas” sobre o assunto e assista aos trailers dos filmes indicados (”Sangue Negro”, “Onde os Fracos não têm Vez”, “Desejo e Reparação”, “Conduta de Risco”, “Sweeney Todd”, “Senhores do Crime”, “Elizabeth - A Era de Ouro”, “Sicko - SOS Saúde”, “Na Natureza Selvagem”, “Ratatouille”, “O Gângster”, “Persépolis” etc.).

O G1 lista também os injustiçados da premiação (entre eles “Os Simpsons - O Filme” e “O Preço da Coragem”). Para mim, o maior esquecido também não foi lembrado pelo site da Globo. Trata-se de “Zodíaco”. Confira, novamente, os indicados do Oscar 2008.


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