Posts filed under 'Geral'

Uma discussão quente

Dia desses, conversei com um amigo meu sobre aquecimento global. Eis o e-mail que mandei para ele:

Ambientalistas muitas vezes tratam o tema com paixão e sem muito aprofundamento científico. Pior: tem por hábito eleger “inimigos públicos”. O mesmo ocorre com os estudantes de faculdades publicas no Brasil. Agem como massa de manobra dos professores, apoiando greves, e não ganham nada com isso. Só os professores, que conseguem aumento salarial, sendo que toda greve começa com o lenga-lenga de que a paralisação não é por salários, mas sim para melhorar a faculdade como um todo.

Eu nem tenho certeza se os dados sobre aquecimento global são corretos. Os equipamentos que medem isso são os mais modernos? Como aferir o aumento de temperatura em lugares tão díspares desse planeta? Não poderia haver o aumento em certos lugares, e em outros uma redução da temperatura?

Sem contar que as coisas mudam de forma não planejada. Pode surgir um problema, e sua solução também. Tem uma coisa que nunca ouvi falar nessa onda de aquecimento global. Trata-se do escurecimento global, um fenômeno natural que mantém o planeta resfriado e se contrapõe ao aquecimento na base da troposfera, denominado “efeito estufa”.

Sem contar que esse lance de aquecimento global gerará uma grana louca. Imagine só que as empresas vão gastar para comprar equipamentos mais eficientes? E a população também?

Por outro lado, acredito também que as coisas devem ser mais eficientes. Veja o caso da lâmpadas. Antes, amarelas e pouco luminosas. Hoje, mais brancas e gastando menos. Então, o assunto pode trazer resultados interessantes.

Aviso
Geralmente, posso ser mais encontrado aqui do que nesse blogue.

Mínimas
A tecnologia certa para sua empresa
Fuja das filas. Corra para a internet
‘Bioshock’ acerta em todos detalhes


Add comment Novembro 2, 2007

Dia dos namorados | Aula de química

Falar em clima em relação a casais tem a ver, segundo a engenheira química Ligia Senise Bussad. “Acho que faz todo o sentido. A química nada mais é do que dois elementos reagindo e formando um produto”, afirma.A inexistência da química também teria respaldo científico. Uma reação “endotérmica”, que consome energia, e não “exotérmica”, que produz energia, explica.

E o que dá liga? Segundo o psicólogo Esdras Guerreiro Vasconcelos, professor da disciplina “Amor: Um Fenômeno Social e Existencial”, no Departamento de Psicologia da USP. “O amor e tudo o que envolve o sentimento têm a ver com a química corporal. Duas pessoas que têm química, aquela coisa de pele, como dizem, são as que, juntas, geram maior liberação de alguns hormônios, como a ocitocina [apelidado de "hormônio do amor"], e neurotransmissores, como dopamina e serotonina, relacionados ao prazer.”

Já outro psicanalista, Chaim Samuel Katz, membro da Formação Freudiana e doutor em comunicação pela UFRJ, explica que “a química”, para Freud, se dá através de “processos de identificação”.

O que é o amor?

“É a própria vida, é o melhor da vida, tudo. No amor não sou profano, aí não. Sou sectário”
JORGE AMADO, escritor

“Eu sou um romântico no sentido quase caricatural. Acho que todo amor é eterno e, se acaba, não era amor. Para mim, o amor continua além da vida e além da morte. Digo isso e sinto que se insinua nas minhas palavras um ridículo irresistível, mas vivo a confessar que o ridículo é uma das minhas dimensões mais válidas”
NELSON RODRIGUES, dramaturgo, escritor e cronista

“Amor é dádiva, renúncia de si mesmo na aceitação do outro. Amar o próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas”
FERNANDO SABINO, cronista e romancista

“A melhor definição seria: o amor é o amor”
PABLO NERUDA, poeta chileno

“Não sei definir, e você?
(Clarice responde) “Nem eu”
CHICO BUARQUE, cantor e compositor

“O amor que constrói para a eternidade é o amor paixão, o mais precário, o mais perigoso, certamente o mais doloroso. Esse amor é o único que tem a dimensão do infinito”
VINICIUS DE MORAES, poeta e compositor

“A coisa mais importante do mundo é o amor. (…) Amor é se dar, se dar, se dar. Dar-se não de acordo com o seu eu -muita gente pensa que está se dando e não está dando nada- mas de acordo com o eu do ente amado. Quem não se dá, a si próprio detesta, e a si próprio se castra. Amor sozinho é besteira”
TOM JOBIM, cantor, compositor, arranjador e instrumentista

Trechos do livro “Entrevistas”, de Clarice Lispector. Na obra, podemos ver o lado “jornalístico” da autora, já que o livro traz entrevistas feitas por ela com personalidades para as extintas revistas “Manchete” (anos 60) e “Fatos e Fotos: Gente” (anos 70).

Imagem

Clipe da música “Kiss Me”, do Sixpence None The Richer. Singelo vídeo que evoca o filme francês “Jules e Jim - Uma mulher para dois”, do cineasta François Truffaut. Bom dia dos namorados para todos.


Add comment Junho 12, 2007

Mínimas

Há certas coisas na propaganda que me deixam desnorteado. É o caso da propaganda do IPTU de Fortaleza. Várias pessoas agradecendo o pagamento do imposto. Esses seriam os contemplados pelo pagamento.

Seria uma beleza se fosse a propaganda do Criança Esperança, mostrando pessoas de tenra idade felizes, nas instituições que são apoiadas pela iniciativa da Globo. Mas, vem cá, fazer isso numa propaganda de imposto? Não é obrigação do cidadão pagar impostos nesse país? Ou isso é tão fora do comum que é necessário fazer loas a quem age de forma correta?

O pior é final da propaganda. Duas pessoas aparecem sambando. Sambando? Estamos em Fortaleza ou no Rio de Janeiro?

***
Cueca perfumada? Homem que é homem usa cuecas Rihomo.
***
Mulher passa o dia no motel com o amante e chama o marido para pagar a conta. O mais curioso foi a reação do marido.
***
E em homenagem a minha fase vídeo game (PS2), veja a propaganda do lançamento do Atari, no Brasil.


1 comment Março 18, 2007

"Every day we’ve got to hold on ’cause if we hold…

“Every day we’ve got to hold on
’cause if we hold on we could find some new energy

 

http://www.xlrecordings.com/images/broadcast/posters/yearoftherat.jpg

 

O jornalista Xico Sá recentemente escreveu: Ninguém se toca mais com nada, é uma gente meio anestesiada, parece que diluíram um caminhão de drágeas tarja preta em todas as caixas d’água, ninguém perde a compostura, ninguém chora em público, ninguém vai às vias de fato, como no clichê das crônicas mais antigas. De repente, todo mundo parece ter nascido inglês, é tudo muito cool, frio, falso, ninguém, jovem Werther, morre mais de amor aqui nos trópicos.
Assim, vamos combinar, fica muito vida besta. [...] Para um membro dos Passionais MCs, como este que vos perturba, perde a graça.
[...] num tempo em que ficou ficou feio se emocionar, não faz sentido, não combina, os apertos de mãos são de mãos cada vez mais molengas, não se abraça mais com gosto. Ficou tudo muito limpinho, asseado, e os bochechos anti-sépticos ainda hão de acabar com o beijo na boca. Mas, pelo menos aqui em casa, nunca!”

 

Então encampemos o que sugere o jornalista, e rechacemos esses dias sem graça. Como sempre digo, o ser - humano não deve perder nunca a capacidade de se maravilhar nem de se indignar. Silenciar jamais. E quando falo isso, não menciono apenas o ato de falar, mas sim de comunicar os sentimentos com o corpo todo.

 

Boas festas e um grande 2007 para todos. Que seja um ano pleno de sentimentos vividos.

PS – Um grande abraço para todos, que nem no belo vídeo da banda Badly Draw Boy (“Year of the Rat”).

 

 


Badly Drawn Boy - Year of the Rat

De Vulgari eloquentia
por Paulo Henriques Britto

A realidade é coisa delicada,
de se pegar com as pontas dos dedos.
Um gesto mais brutal, e pronto: o nada.
A qualquer hora pode advir o fim.
O mais terrível de todos os medos.Mas, felizmente, não é bem assim.
Há uma saída - falar, falar muito.
São as palavras que suportam o mundo,
não os ombros. Sem o “porquê”, o “sim”,

todos os ombros afundavam juntos.
Basta uma boca aberta (ou um rabisco
num papel) para salvar o universo.
Portanto, meus amigos, eu insisto:
falem sem parar. Mesmo sem assunto.


Add comment Dezembro 20, 2006


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